<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-36408646</id><updated>2011-08-12T10:35:19.669-03:00</updated><title type='text'>Outras Histórias</title><subtitle type='html'>Um lugar para Contos, músicas, poesias e outras histórias.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://apenasoutrashisorias.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36408646/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apenasoutrashisorias.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Malcovich, R. &amp;amp; Camplett, E.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10503236685333675800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>25</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36408646.post-5774446719547162667</id><published>2009-06-25T12:25:00.003-03:00</published><updated>2009-06-25T13:03:18.739-03:00</updated><title type='text'>Dom Quixote</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_D8hV9D1elGw/SkOW_eHDVjI/AAAAAAAAAxM/lh_EXE45B68/s1600-h/193080_1180812449_large.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5351286799404848690" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 230px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_D8hV9D1elGw/SkOW_eHDVjI/AAAAAAAAAxM/lh_EXE45B68/s320/193080_1180812449_large.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sabem,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando somos jovens temos uma alma cheia de vontades e indicações a atos heroicos. Acho que é exatamente quando sua personalidade e carater começam a ser talhados. Eu sempre achei que podia abraçar o mundo e proteger os meus. Sempre. Acho que desenvolvi meio que uma sindrome macho alpha. Não sei explicar. Junto a este temperamento, desenvolvi um fator de acreditar e confiar, mesmo quando as coisas estão fadadas a um fim,ou a dar errado. Eu como todo brasileiro não desisto nunca. É engraçado isso. Engraçado e revoltante na verdade. Existem dias que eu realmente me decido a encarar as coisas de outra forma, a me convencer de que os caminhos que sigo não são os corretos, ai me afasto, acho que numa tentativa estupida de não sofrer, não me machucar,nem magoar. Ou magoar as pessoas que me cercam. Ai, como um onaufrago bem no meio do oceano eu enxergo a porra de um farol. Sabe aquelas luzinhas amarelas que ficam piscando la nos quintos dos infernos nos filmes? Quando tem ondas de 4 metros de altura e tá lá o maldito farol somente pra você enxerga-lo. É a chamada luz no fim do túnel, ou da onda, tanto faz. Voce nada com as suas ultimas forças,esquece que ja tinha entregue sua vida a alá. Are baba.. E nada até o farol, quando vc finalmente consegue nao se afogar no caminho... Puff.. a luz acaba. E lá está voce novamente entregue a deriva. É.. a vida é assim e quem foi que disse que ia ser fácil Dom? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma hora voce descobre que dragões não são moinhos de vento.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um credito a música da minha vida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sim, eu estou deprê.. não que isso vá influenciar muita coisa na sua vida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Muito prazer, meu nome é otário&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Vindo de outros tempos mas sempre no horário&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;peixe fora d'água, borboletas no aquário&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Muito prazer, meu nome é otário&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;na ponta dos cascos e fora do páreo&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;puro sangue, puxando carroça&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Um prazer cada vez mais raro&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;aerodinâmica num tanque de guerra,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;vaidades que a terra um dia há de comer.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;"Ás" de Espadas fora do baralho&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;grandes negócios, pequeno empresário.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Muito prazer me chamam de otário&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;por amor às causas perdidas.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Tudo bem, até pode serque os dragões sejam moinhos de vento&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Tudo bem, seja o que for&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;seja por amor às causas perdidas&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Por amor às causas perdidas&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;tudo bem...até pode ser&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Que os dragões sejam moinhos de vento&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;muito prazer...ao seu dispor&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Se for por amor às causas perdidas&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;por amor às causas perdidas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Dom Quixote - Engenheiros do Hawaii&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36408646-5774446719547162667?l=apenasoutrashisorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apenasoutrashisorias.blogspot.com/feeds/5774446719547162667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36408646&amp;postID=5774446719547162667&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36408646/posts/default/5774446719547162667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36408646/posts/default/5774446719547162667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apenasoutrashisorias.blogspot.com/2009/06/dom-quixote.html' title='Dom Quixote'/><author><name>Malcovich, R. &amp;amp; Camplett, E.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10503236685333675800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_D8hV9D1elGw/SkOW_eHDVjI/AAAAAAAAAxM/lh_EXE45B68/s72-c/193080_1180812449_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36408646.post-4729306467806347861</id><published>2009-03-02T10:27:00.004-03:00</published><updated>2009-03-02T10:50:33.769-03:00</updated><title type='text'>Com a palavra: Meu coração</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_D8hV9D1elGw/SavjKO41tfI/AAAAAAAAAxE/T2S12jz2roQ/s1600-h/sem+tÃ&amp;shy;tuloasasa.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5308586350720955890" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 278px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_D8hV9D1elGw/SavjKO41tfI/AAAAAAAAAxE/T2S12jz2roQ/s320/sem+t%C3%ADtuloasasa.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E hoje acordei deixando-o falar ainda mais alto do que ele fala todo dia. Amanheci com ele a gritar, a brandir aos ventos o quanto te precisa. Tu que derrubou barreiras, tu que se chegou valente e decidida, que enfrentou tempestades e espinhos para hoje, eu poder dizer em alto e bom tom que es absoluta. Que te necessito como do ar que me rodeia para respirar. Hoje acordei ainda com mais falta tua. Com uma saudade que me aperta o peito e me faz chorar. Hoje eu acordei com teu nome a retumbar em minha cabeça, com teu rosto desenhado dentro dos meus olhos. Hoje.. e ouso dizer que não só hoje, posso afirmar que te quero não apenas como namorada, mas como mulher. Hoje, aqui neste post que espero que leias.. pois por ser um presente e não quero avisa-la, quero dizer.. e quem sabe pedir: &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;Quer casar comigo?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Ser minha mulher? Pois já não vivo sem você. E respirar me doi se o ar não tem teu cheiro. E todo o cheiro que quero é aquele que emana de seus cabelos. Todo gosto que quero é o sabor que flui dos teus lábios. Todo calor que quero sentir é o do teu corpo no meu, da tua pele em comunhão perfeita com a minha. É todo o amor que quero ter e fazer. São em seus braços que quero acordar, não apenas por uma semana.. mas pra sempre.. É em teu ouvido que quero sussurrar... as palavras que prometemos dizer um ao outro apenas quando tivessemos certeza e temos.. Eu te amo. Amo e amo. Admito, me roubou e conquistou por completo. Amo. E sou feliz porque te amo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sei que nossa música é outra, sei que são inumeras que fazem parte do nosso top hits.. mas existe uma que quero dedicar a você, minha narizinho. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/32RSYRZ_SSw&amp;amp;hl=" width="425" height="344" type="application/x-shockwave-flash" fs="1" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;All I Ask Of You (tradução)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sarah Brightman&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;Chega de conversas sobre escuridão,&lt;br /&gt;Esqueça esses temores de olhos arregalados;&lt;br /&gt;Estou aqui, nada pode te fazer mal,&lt;br /&gt;Minhas palavras aquecerão e acalmarão você&lt;br /&gt;Deixe-me ser sua liberdade,&lt;br /&gt;Deixe a luz do dia enxugar suas lágrimas;&lt;br /&gt;Eu estou aqui com você, ao seu lado,&lt;br /&gt;Para te guardar e orientar você...&lt;br /&gt;Então diga que você me ama a cada manhã de inverno,&lt;br /&gt;Desvie minha atenção com conversas sobre o verão.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Diga que você precisa de mim consigo, agora e sempre&lt;/strong&gt;;&lt;br /&gt;Prometa-me que tudo que você diz é verdade,&lt;br /&gt;Isso é tudo que eu peço de você...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixe-me ser seu abrigo,&lt;br /&gt;Deixe-me ser sua luz;&lt;br /&gt;Você está à salvo, ninguém te encontrará,&lt;br /&gt;Seus medos estão bem longe, para trás de você...&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tudo que eu preciso é de liberdade,&lt;br /&gt;De um mundo que seja caloroso e resplandecente,&lt;br /&gt;E de você, sempre ao meu lado,&lt;br /&gt;Para me abraçar e me esconder&lt;/strong&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Então diga que você dividirá comigo um único amor,&lt;br /&gt;Uma vida&lt;/strong&gt;;&lt;br /&gt;Deixe-me te conduzir para longe de sua solidão.&lt;br /&gt;Diga [que] você precisa de mim consigo, aqui ao seu lado,&lt;br /&gt;Em qualquer lugar que você for, deixe-me ir também,&lt;br /&gt;Isso é tudo que eu peço de você.&lt;br /&gt;Diga a palavra e eu seguirei você...&lt;br /&gt;Partilhe cada dia comigo,&lt;br /&gt;Cada noite, cada manhã,&lt;br /&gt;Diga que você sente-se do jeito como eu me sinto,&lt;br /&gt;Isso é tudo que eu peço de você...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em qualquer lugar que você for, deixe-me ir também...&lt;br /&gt;Oh, me ame,&lt;br /&gt;Isso é tudo que eu peço de você&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36408646-4729306467806347861?l=apenasoutrashisorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apenasoutrashisorias.blogspot.com/feeds/4729306467806347861/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36408646&amp;postID=4729306467806347861&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36408646/posts/default/4729306467806347861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36408646/posts/default/4729306467806347861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apenasoutrashisorias.blogspot.com/2009/03/com-palavra-meu-coracao.html' title='Com a palavra: Meu coração'/><author><name>Malcovich, R. &amp;amp; Camplett, E.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10503236685333675800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_D8hV9D1elGw/SavjKO41tfI/AAAAAAAAAxE/T2S12jz2roQ/s72-c/sem+t%C3%ADtuloasasa.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36408646.post-5490085532263306879</id><published>2009-02-02T15:49:00.000-03:00</published><updated>2009-02-02T15:50:05.059-03:00</updated><title type='text'>Basta!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_D8hV9D1elGw/SYdAQiDWfmI/AAAAAAAAAw8/tnJeFj_5FTc/s1600-h/f_FallenAngelm_956e50b.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298274139387625058" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 259px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_D8hV9D1elGw/SYdAQiDWfmI/AAAAAAAAAw8/tnJeFj_5FTc/s320/f_FallenAngelm_956e50b.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O Flap das asas que se abriam novamente. Arredias, num bater violento das penas que mudavam de cor entre o cinza chumbo e um negro quase tão intenso quanto a de seu irmão. Marcas e cicatrizes ainda abertas espalhadas pelo corpo. Cada salto ao abismo lhe rendia uma nova lição. Uma nova revelação. O sorriso insano da liberdade lhe tomava o rosto de uma forma magnífica. “não há arrependimentos nem olhares para trás” “existe jugo, existe intolerância” “e vc se importa?” “só até certo ponto” Mais uma vez o sorriso e a voz que lhe acompanhava desde a queda. Foi dado o basta. O basta a aceitar o que alguns dos seus lhe exigiam, ou mesmo o que queriam. Fora dado o basta de aceitar meias palavras, meias verdades, o irritar pq o seu plano não  caminha ao mesmo passo que os  seus. E fora dado um basta para palavras duras que insistiam em dizer pois sabiam que conhecendo o poder de dor que pode causar preferia manter-se caldo e entender.  As favas. Mesmo os seus são acometidos de Egoismo intrínseco na alma que não permite que se não for como eles querem, se saia ileso. Um egoísmo que foge das fronteiras do que a boca torpe possa chamar de irmão. Egoismo. Cansaço. As asas que de mudança voltavam ao chumbo se abriam em completa envergadura. Mais uma batalha travada. Uma batalha que separa lados. Ainda que sob os olhos atentos do irmão de asas negras que do outro lado do abismo poderia escutar o sussurrar ao vento. Basta! Laços são arrancados.. Se é que um dia existiram. E ódio destila dos lábios do que outrora fora chamado de irmão, e alimenta a ira que fortalece as asas chumbo que segue pisando em caveiras e estilhaços jogados no chão. Basta. Estás enfim extirpado. Fiat voluntas tua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36408646-5490085532263306879?l=apenasoutrashisorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apenasoutrashisorias.blogspot.com/feeds/5490085532263306879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36408646&amp;postID=5490085532263306879&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36408646/posts/default/5490085532263306879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36408646/posts/default/5490085532263306879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apenasoutrashisorias.blogspot.com/2009/02/basta.html' title='Basta!'/><author><name>Malcovich, R. &amp;amp; Camplett, E.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10503236685333675800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_D8hV9D1elGw/SYdAQiDWfmI/AAAAAAAAAw8/tnJeFj_5FTc/s72-c/f_FallenAngelm_956e50b.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36408646.post-7101877166353369552</id><published>2008-12-31T12:19:00.002-03:00</published><updated>2008-12-31T12:34:49.000-03:00</updated><title type='text'>101 curiosidades</title><content type='html'>&lt;p&gt;Recebi da Camilinha do Il corso del vento um meme algum tempo atras e tinha me prometido responder antes do ano que vem. Então hj, antes do ano que vem, to postando as 101 curiosidades acerca deste blogueiro que vos cerca. Recebi ajuda da Dona do Morro para que pudesse falar de curiosidades que eu conheço em mim, e de que outra pessoa vê em mim. Os comentários entre parênteses são meus, obviamente.&lt;/p&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;Sou ciumento (sou sim, e daí?)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Sou teimoso&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Faço tudo pela pessoa que amo (ta.. fazer o que né?)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Teimo em achar que todo mundo tem um lado bom,  mesmo não tendo.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Tenho cara de menino abandonado (isso é ela quem diz. Na verdade sou brabo e pareço o Capitão Nascimento)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Eu jogo RPG e ainda não matei meus pais.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Sou tolerância zero para perguntas imbecis.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Odeio futilidade&lt;/li&gt;&lt;li&gt;As vezes pareço o Capitão Nascimento (viu que eu falei rapá?)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Adoro balinhas de gelatina Jelly Belly (*.* sim!! I’m Adict!!!)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Eu escuto musica brega só pra encher o saco dos outros&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Eu sou romântico (ta rindo do que?)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Descobri recentemente que tenho mais chars criados do que posso dar conta&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Meu computador é uma desgraça.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Passo muito tempo no computador ( a prova é que to respondendo 101 curiosidades a meu respeito)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Não fico bêbado!! (Só simpático)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Eu tenho uma cachorrinha linda e sou louco por ela.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Sou quase um 007 (ahá!! Tente esconder algo de mim!)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Descobri que tenho mais filmes em casa do que posso e tenho tempo de assistir. Sou compulssivo.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Sou carente e manhoso.(não sou nada.. to brabo e não gosto mais disso!!!)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Quanto mais carinho ganho, mas fico carente. (Ow mentira deslavada!)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Eu sou emburrado (só quando me emburram!)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Tenho uma mente mirabolante e criativa, então não preciso de drogas&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Eu gosto de drink colorido. &lt;/li&gt;&lt;li&gt;Já fiz sexo em lugares que vc nem imagina.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Eu adoro animais.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Tenho mais blogs do que posso escrever neles.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Eu choro&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Já me decepcionei com assuntos do coração, quase sempre pra ser sincero.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Sou um amante quente. ( Essa foi ela quem disse heim!!!Depois reclama da propaganda )&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Já fui michê!!!! Os que conhecem o caso sabem da história.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Sou macho alpha.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Sou dominador quando o assunto é sexo.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;gosto de mandar (já falei que ela ta de TPM?)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;As pessoas tem medo de mim quando fico sério. (tem mesmo e é pra ter rapa!)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Sou leal&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Sou fiel&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Sou compreensivo&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Sou sincero&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Já tive uma banda.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Já viajei pra tocar com ela.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Eu componho musicas, letra e melodia e poesia.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Quero aprender a tocar violino&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Já fiz loucura por amor. &lt;/li&gt;&lt;li&gt;E faria de novo.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Durmo esparramado na cama. (pq sou grande ta!?)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Não posso usar sunga branca.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Adoro as musicas do Seether&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Minha obsessão pela Liv Tyler foi exterminada, obrigado Renata!!!!&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Tenho bichinhos de pelúcia (tenho sim, uns 3 Tazmania presentes que ganhei, que tem demais?!?!)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Adoro filme épico e histórico&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Não tenho sotaque&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Mas se assisto algum filme regional eu pareço o Caetano falando.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Gosto de ajudar as pessoas (isso é uma verdade)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Não durmo sem ventilador&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Não uso cueca as vezes. A maioria delas por sinal&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Eu tenho voz de pivete&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Meu olhos parecem de ursinho (tenho impressão que ela quer acabar com a minha fama de mau)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Eu sempre acho que tudo vai acabar bem.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Sou o cara do “ceeeerto” “tudo bem”&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Só atraio gente doida.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Sou orgulhoso. ( E COM MUITO ORGULHO DISSO!!)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Ao contrário do que muitos pensam, não sou um nerd 4 olhos e fundo de garrafa. Sorry!&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Já fui putão. (Ow saudade daquela época.. MENTIRA AMOR!)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Sou dado.... (sou não.. eu trato bem as pessoas)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Sou atencioso&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Já fiz sexo a três&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Já fiz teatro&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Já fiz boxe&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Sou inquieto (pq falo o tempo inteiro durante o filme?)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Tenho mente hiper-ativa&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Adoro o mar&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Quando estou bravo, tenho o poder de irritar os que estão à minha volta. (huhuhu)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Sou irônico&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Sou cínico quando quero&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Adoro falar besteira.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Adoro fazer as pessoas rirem&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Eu mestro RPG.. isso faz de mim uma pessoa insana?&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Não consigo me desvincular do C.I.. já ouviu falar de karma?&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Tenho amigos em todo o Brasil, mesmo não tendo sequer visto o rosto de alguns deles.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Eu adoro sushi&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Guardo tudo dentro da minha carteira (até vir “alguém” e limpar ela, né?&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Guardo até papel de bala que me dão.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Eu tinha foto com e de ex-namoradas (até “alguém” me ajudar com a  faxina no meu quarto né?)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Tenho sono leve (só ela acha, eu acho que é pesado)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Sou desconfiado (até da minha sombra)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Toco bateria, guitarra, contra-baixo e gaita&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Odeio fila (e quem gosta?)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Não gosto de lugares lotados (e quem gosta?)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Não gosto de pagode, nem axé&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Sou birrento.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Sou 8 ou 80. Então se quer escolher algo, pense bem.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Não volto atrás em decisões. Escolheu, ta escolhido&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Não olho pra trás, pensando no que deixei.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Sou determinado&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Sou designer gráfico e adoro meu trabalho&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Sou dedicado ao que faço&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Me derreto quando me chamam por apelidos. (E de bebê *.*)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Sou um cara pra casar. (Ai meu Deus.. sinto pensamentos maquiavélicos&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Sei cozinhar, sou quase uma Marinete ( e “alguém” se aproveita...)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Durmo pelado.&lt;br /&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;p align="center"&gt;Pronto!!!! Foi e eu achei que esse trem nem acabaria mais. Argh. Como contra-partida, eu queria ver este meme no ano que vem, nos blogs abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://somostodasumasvacas.blogspot.com/"&gt;Somos todas umas vacas&lt;/a&gt; – Isso aí sra. Ana Moinhos pode responder.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://minicontosperversos.blogspot.com/"&gt;Mini Contos Perversos&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://confesso.blogspot.com/"&gt;Porque Cargas D’água&lt;br /&gt;Confesso que&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://euxeumesmo.blogspot.com/"&gt;Eu versus eu mesmo&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36408646-7101877166353369552?l=apenasoutrashisorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apenasoutrashisorias.blogspot.com/feeds/7101877166353369552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36408646&amp;postID=7101877166353369552&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36408646/posts/default/7101877166353369552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36408646/posts/default/7101877166353369552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apenasoutrashisorias.blogspot.com/2008/12/101-curiosidades.html' title='101 curiosidades'/><author><name>Malcovich, R. &amp;amp; Camplett, E.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10503236685333675800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36408646.post-1861694541261999399</id><published>2008-12-14T14:05:00.002-03:00</published><updated>2008-12-14T14:12:48.697-03:00</updated><title type='text'>Ahh o Destino - Conto a 4 mãos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;Abrir o pacote. Quantas pitadas de sal? Não eu não estou nem um pouco concentrado em lembrar da receita. Talvez porque não esteja também interessado em reunião com amigos casados em casa. Eles acham que porque você é solteiro devem fazer reuniões e reuniões levando amigas das esposas. Quem sabe assim você, coitado solteiro inveterado, sai da vida de boêmio e encontra aquela meia para os seus pés em noite fria. Acho que a cabeça deles não concebe jamais as maravilhas que existem nesta vida de solteiro. Por exemplo. Não pensam em quão anestesiante pode ser uma ida ao supermercado da vizinhança. Não sabem o que podem encontrar na prateleira de trás quando vc tenta retirar a ultima latinha de molho de tomate. Eu não sabia, até ver aquele par de olhos negros. Eu sorri, ela sorriu sem jeito, mas não daquele sem jeito timidamente caipira. Um sem jeito daqueles que te faz querer olhar mais e desvenda-la inteira. Demonstramos alguma compatibilidade ao brigar pela mesma latinha de molho de tomates à bolonhesa. Um sorriso sem graça. Um gesto cavalheiresco. Eu cedi a lata. Ahhh mas eu tinha um jantar pra fazer. Que se dane o jantar. Que se dane a lata de molho de tomate. Ela sorriu, quis devolver a lata eu me fiz de pomposo e neguei, como todo homem gentil. Cede-se um pouco, ganha-se adiante, caminha pela prateleira e então consegue vê-la inteira. E descobre-se que alem dos olhos ela tinha mais atributos. Esse é o bom da vida de solteiro. Cada saída pode se tornar uma caçada. Alvo detectado. Olhos negros, cintura fina, coxas grossas. Cabelos negros e compridos e um jeito de quem pode devorar você quando menos esperar &lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;“Oi. Tem um excelente gosto para molho de tomate”&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;Piadinha besta e sem graça. Mas sempre cola. E ela sorriu, talvez me achando idiota demais, eu não sei. Quando pequeno queria ser mutante e ler pensamentos das pessoas. O perfume dela. O perfume.. o cheiro.. e o cheiro do alho que já havia torrado na frigideira. Droga. Maldito jantar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;As terças era o ritual das compras. Sempre tive a impressão de que todas as terças no supermercado se repetiam como as infindáveis voltas em um carrossel. Os panfletos com as promoções do dia em uma cesta na entrada, “frágeis” mulheres empurrando os carrinhos abastados e pesados em contraposição àquelas com os alimentos básicos à sobrevivência, a criança que dá birra querendo mais uma guloseima e a outra de olhos brilhantes que a simples ida ao supermercado era o passeio do mês, senhoras a escolher as melhores verduras na mesma conversa sobre o aumento dos preços. E este era o ápice das cestas de verduras, a conversa iniciava-se com a alta do preço da batata para a política do senso comum culpando o Presidente da República do Brasil. Descaradamente eu participo da conversa com meneios afirmativos com a cabeça para que se sintam a vontade de continuar o debate político sobre as batatas e o presidente.&lt;br /&gt;Deixo-me perder-me entre todas aquelas vidas que se punham a minha frente, abro espaço para participar dos diferentes mundos tão comuns, mas em nenhum momento acredito que consigam penetrar o meu, ou não. Talvez exista alguém a observar o mundo repetitivo dentro do supermercado e eu esteja incluída em seu elenco.&lt;br /&gt;Deixei a seção do debate para tomar o último item da lista e encerrar o ritual. Como todo ritual segue padrões, o meu era terminar com a latinha de molho de tomates. Não era uma simples lata. Ela vinha carregada de um valor simbólico. Era o portal para deixar aquele mundo, o ponto final. E naquele dia em especial havia apenas uma na prateleira, o último trem do dia, a única alavanca que parava o carrossel. Segurei-a com firmeza e eis que uma outra mão também a desejava. Eu não podia soltá-la. Inclinei a cabeça para o lado e espiei pelo vão feito entre a minha lata e os outros molhos que não me interessavam.&lt;br /&gt;Tive a visão de um olhar sério que aos poucos se desfez para iluminar-se em um sorriso. O olhar prendeu-me e fiquei sem reação. Eu não consegui lê-lo, ele não fazia parte do mundo das terças. Ritual quebrado. Como ele ousava? Em um gesto cavalheiro ele cedeu a lata. Eu tomei-a para em seguida sentir-me envergonhada por meu egoísmo. Ele continuava sorrindo, eu sorri de volta.  Vi o reflexo distorcido do meu sorriso tímido e acanhado na lata e devolvi-a, mas o homem não aceitou. Fiquei a segurá-la como um troféu e única palavra que consegui pronunciar foi um bobo &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcccc;"&gt;“Obrigada!”.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Não sou tímida, mas não consegui dizer mais nada e confesso que tive vontade de mandar um &lt;strong&gt;&lt;em&gt;“você vem sempre aqui?”&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; só pra puxar assunto. Ainda bem que não o fiz!&lt;br /&gt;  Ainda espiei-o pelo vão enquanto ele sumia pela prateleira. Vi-me como uma completa idiota! Abaixei a cabeça, o olhar a procurar um lugar pra meu troféu no carrinho.Eu já ia colocar o ponto final quando ouço a voz máscula e macia atrás de mim&lt;strong&gt;&lt;em&gt; “Oi. Tem um excelente gosto para molho de tomate”.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Uma frase tão tola quanto a minha, mas arrepiou-me ouvi-lo. Voltei-me para ele, sorrindo. Estudei-o fisicamente, assim como ele fez comigo, era notável o olhar dele percorrendo meu corpo. Camisa social por fora do jeans, os cabelos em um bagunçado proposital, traços faciais simétricos. Um conjunto belo aos meus olhos. Aproximei e estendi a mão livre, porque na outra eu ainda segurava a lata. Aperto firme, mão forte que tentou ser delicada junto da minha. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcccc;"&gt;“Oi. É. Você também tem.”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Olhei para a lata, olhei para ele. Coloquei os cabelos atrás das orelhas em um costume quando fico um pouco nervosa. E sei lá a razão que me fez falar aquilo, mas falei &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcccc;"&gt;“Podemos dividi-la em um jantar”.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Na verdade sei. Foram as mãos dele que me induziram. Quando a soltei, veio a vontade de segurá-la novamente.&lt;br /&gt; Finalmente  fui transportada e arrancada do meu transe hipnótico para o restaurante, por Marco que reclamava em alto som o molho. Marco é um célebre mestre da cozinha e nunca entendi porque fazia questão de um molho pronto para a refeição dele. Expliquei que havia acabado. Ainda ouvi alguns desaforos, mas o troféu estava bem seguro no meu carro para ser partilhado, sem egoísmo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;Quem disse que solteiros não podem ser cavalheiros? Acho que somos a espécie mais gentil que existe. Tudo bem que geralmente pensamos no que vamos ganhar com cada “Bom dia”, “Obrigado”, “Vc primeiro”, que dizemos. Geralmente aguardamos que os pagamentos sejam feitos em largas camas de lençóis macios, ou nem tanto. No momento eu estava apostando todas as minhas fichas naquela devolução do meu molho de tomate. Havia uma certa magia atrativa no sorriso dela. Aquele sorriso de falsa tímida. Existem 4 tipos distintos de mulher. As que não são sexy e sabem disto, vão viver a vida de forma a trabalhar melhor seu intelecto ou coisa assim. As que não são sexy e acham que verdadeiramente são. Estas são um fiasco. As que são sexy e sabem eu são e por deus, estas provocam guerras, como Helena de Tróia,. E existem as que são e fingem que não são. Estas, dominam o mundo. E era exatamente diante desta espécie que eu, o caçador estava. Não tive pudor algum de correr meus olhos no corpo que ela tinha, e que corpo. Pernas firmes e grossas, seios na medida exata da minha boca. Uma boca que despertava os mais ilícitos pensamentos para aquele horário. Um primeiro contato fora feito e eu precisava prolongar. É engraçado como sempre que você precisa, as melhores frases do manual desaparecem de sua mente como por encanto. É.. eu sei que a frase que soltei não merecia o troféu de casanova do ano. Mas tava bem pro clube dos canalhas. Eu sorri novamente, ela parecia tímida, na verdade um jeito atraente de timidez. Ela me olhou, os tempos estão mudando. E eu me culpei por não estar vestido a caráter. Certo,  solteiros não são o top list da elegância ao vestir eles gostam de ser despojados, de sentir-se a vontade, algo como macho dominante, este espaço é meu. Eu esperei que os olhos dela subissem para focar os meus. Olhos negros, olhos negros. Havia o perfume. Ahhhhh o perfume dela, já havia tomado toda aquela sessão. Um perfume levemente doce e picante. Ela estendeu a mão, eu brinquei de ser conde mais uma vez, beijei-lhe a mão. Mas daquela forma proposital que quer arrancar um frio da barriga. Daquela forma que chega a quase molhar a pele entre os dedos. Há uma similaridade no espaço entre os dedos e o sexo feminino. Há muito mais prazer capaz de se extrair do corpo humano. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;“Alexandre”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Ela retribuía a minha piada sem graça, com um complemento bobo. Isca.. e logo o convite&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;&lt;strong&gt;.”podemos dividi-la num jantar”&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/em&gt;Peixe fisgado. Eu ou ela? Isso eu iria descobrir, no momento eu tinha um jantar pra cancelar. Ou não.. Passei a mão pelos cabelos bagunçando-os ainda mais num gesto quase simultâneo ao que ela fazia colocando atrás das orelhas. Confesso que tive vontade de morder o pescoço que surgia diante de mim. Culpa daquele cheiro que vinha dela. E a resposta. Céus.. a resposta para o jantar. De um lado uma reunião com amigos casados que iam me apresentar alguma amiga chata para passar a noite comigo. Do outro lado uma mulher gostosa me convidando para um jantar com algo mais. Ah foi uma escolha muito difícil.. nem têm noção do quanto. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;“Se me deixar cozinhar.. “&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Alguem gritava por ela, e eu não desviei o meu olhar nem por um segundo. Retirei da carteira meu cartão pessoal e entreguei a ela. Uma pequena inversão de papeis, e caminhei até o carrinho dela. Oras eu ia fazer o jantar, nada mais justo. Tomei a lata de molho de tomate. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;“as 20:00h”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Não são todos os dias em um supermercado que uma latinha de tomates se transforma em um jantar. Um jantar com acompanhante educado e despojadamente elegante. Fiz o convite e reafirmo que não partiu apenas de mim. As mãos dele eram as culpadas. Eu sabia que elas queriam me tocar e precisava tocá-las novamente. E para completar, o beijo demorado e delicado de um “lord” nas costas da minha mão.Suavemente molhado. Eu estava ali, presa entre os lábios e a mão dele. Creio que fiquei corada, senti a mesma sensação de quando recebi meu primeiro beijo. O calor subindo pelo meu corpo até ser estancado na face. Certamente fiquei corada. E há quanto tempo eu não tinha essas impressões? Não me recordo a última vez. Eu não queria tirar minha mão dali, o arrepio percorreu todo meu braço, meu corpo, e parou na base da coluna. Era apenas um beijo na mão. Um beijo e na mão... Se eu tivesse tido tempo poderia entregar-me aos devaneios de imaginar mais, mas...Foi a voz dele que me trouxe de volta à realidade. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;“Alexandre”&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Alexandre, não tire teus lábios designadores de desejo de minha mão. Apenas mais um segundo, dai-me de presente mais um segundo. Cruelmente o tempo acabava. As prateleiras erguiam-se ao meu redor. Ele soltava-me. Realidade. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcccc;"&gt;“Dalila”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Alexandre ajeitava os cabelos, passava os dedos, os fios deslizavam suavemente. A cena em câmara lenta. Invejei os fios. Quanto tempo passamos naquela conversa boba eu não sei, alguns minutos entre a lata, o toque e o meu convite. Coloquei meus cabelos atrás da orelha, juntei as mãos atrás do corpo em um gesto meio infantil. Agora percebo como estava envergonhada, então o esperei responder. Sim? Não? . &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Se me deixar cozinhar”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Alguém gritava pelo molho. Quem era mesmo? Eu não lembrava o nome dele o “Se me deixar cozinhar” retumbou de tal forma em meus ouvidos que não conseguiram compreender nada mais. Olhos nos olhos. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcccc;"&gt;“Eu deixo se permitir que eu escolha o vinho.”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Alexandre me entregou um cartão e propositalmente deixei meus dedos resvalarem-se nos dele e escorregarem-se brandamente para tomar o cartão. Simples gestos podem ser muito prazerosos, pena que a rotina nos faça desprezar as várias possibilidades do tato. No gesto seguinte ele prendeu-me em meu momento de alucinação das terças, retirou o ponto final do meu carrinho. Deixou-me presa nos caprichos da minha imaginação. E como detentor da chave da realidade ele impôs o horário das 20h sem ao menos esperar minha resposta. Fiquei de costas, o cartão próximo aos lábios, das narinas e eu ainda podia sentir resquícios do cheiro dele no pequeno pedaço de papel. Permaneci assim até que ele partisse. Escorreguei brandamente o cartão pelo pescoço, tronco, até que ele encontrasse o bolso traseiro do jeans. Lembrei-me do meu suposto observador e não me importei eu tinha um jantar. E antes dele preparar o jantar era eu quem teria que me preparar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36408646-1861694541261999399?l=apenasoutrashisorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apenasoutrashisorias.blogspot.com/feeds/1861694541261999399/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36408646&amp;postID=1861694541261999399&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36408646/posts/default/1861694541261999399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36408646/posts/default/1861694541261999399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apenasoutrashisorias.blogspot.com/2008/12/ahh-o-destino-conto-4-mos.html' title='Ahh o Destino - Conto a 4 mãos'/><author><name>Malcovich, R. &amp;amp; Camplett, E.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10503236685333675800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36408646.post-3573045089669548843</id><published>2008-12-13T11:51:00.002-03:00</published><updated>2008-12-13T11:57:55.928-03:00</updated><title type='text'>ERRATA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Devido ao meu estado de espirito conturbado ontem, em meu bate-papo comigo mesmo cometi uma gafe a respeito do &lt;strong&gt;Fiat Voluntas Tua&lt;/strong&gt;. O projeto que me referi como uma analogia ao que queria dizer a respeito de fazer o que vc quer, na verdade não é composto por escritores amadores. Mas a parte do Eu amador, não foi errata. Então ficadica: Fiat Voluntas Tua, publicação de textos de escritores promissores. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Beijo a todos e desculpem a gafe a intenção não foi desfazer do talento de ninguem, nem mesmo era a divulgação do projeto, mas dar simbolismo ao que eu dizia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36408646-3573045089669548843?l=apenasoutrashisorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apenasoutrashisorias.blogspot.com/feeds/3573045089669548843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36408646&amp;postID=3573045089669548843&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36408646/posts/default/3573045089669548843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36408646/posts/default/3573045089669548843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apenasoutrashisorias.blogspot.com/2008/12/errata.html' title='ERRATA'/><author><name>Malcovich, R. &amp;amp; Camplett, E.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10503236685333675800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36408646.post-1720696414641618462</id><published>2008-12-12T12:35:00.001-03:00</published><updated>2008-12-12T12:42:03.839-03:00</updated><title type='text'>Diário de velotró!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;Hey vc aí!!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É vc mesmo ow curioso que fica aqui lendo a vida dos outros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah foi mal.. vc nem tem culpa. Alias ninguém tem. Nem mesmo eu. Vem cá.. me diz.. vc já se sentiu alguma vez incompreendido? Talvez pq a sua “compreensão” faça parte do seu mundo apenas. Então vc se torna um Ditador. Engraçado que hj eu recebi um regulamento para participar de um livro de autores amadores. &lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc00;"&gt;&lt;strong&gt;“Fiat voluntas tua”&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; eu amo o irmão destino. Ele sempre aparece quando eu nunca quero ver a cara dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo.. e pq eu to irritadiço? Bom. Eu to desenvolvendo uma técnica nova de me irritar. To tentando,... tentando mesmo, conter a besta fera que mora em mim. Saca o &lt;span style="font-size:130%;color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;Bruce Banner&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;? Pois é, sou eu. Numa versão 3º mundo de baixa produção e nordestino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que a palavra chave para alguns momentos é &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;mudança&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Seja independente, seja de comum acordo. Mudança. Mudar quer dizer evoluir.. bom nem sempre.. Mas acho que para balancear, eu vou ter que mudar outros pontos também. Preciso debater sobre isso. O que acontece quando vc já cede algumas coisas, e acaba condenando tantas outras? Ex: Você gosta de feijão pra caralho.. mas nãocome feijão pq da gases e quem divide o lençol com vc pode ter uma alergia tóxica fulminante?! Vc para de comer feijão. E aí para de ver futebol, entende quando demoram no banho, quando não podem ir com vc na padaria, quando seu chefe ta de TPM, quando seu cachorro te vira a cara, quando não quer ir ao cinema sozinho, quando compraram o ultimo livro que vc queria 2 minutos que vc se distraiu pra atender ao celular. Quando vc era tolerante. Aí o mundo diz que vc ainda tem que mudar. Deve ter mesmo. Há todo uma problemática acerca da Ditadura. Pq existem coisas que vc é apegado como por exemplo ver TV de cueca, ou comer geleícos até ficar com dor de barriga, ou chegar em casa e querer o silêncio. Ter seu tempo pra criar no trabalho, detestar serviço porco, gostar de musica clássica enquanto 98% + 1 da população da sua cidade curte mesmo é um bom pagode. Mas aí algum desses pontos incomoda. No inicio não. Mas depois começa a incomodar e vc tem que mudar. Tem que ceder a mais alguma coisa. A balança vai pender pra um lado só né. Pro seu, que ta abarrotado de coisas que vc já não fazia mais.. Mas tudo bem, é só mais uma coisa seu aprendiz de Hitler! (dramático heim?) Me diz aí ow da janela.&lt;br /&gt;Ceder mais um e arriscar abaixar demais? (meu pai diz que quem muito abaixa mostra a bunda hausahushausashau) ou.. ceder deste lado, mas empurrar algo pro outro tb? Dizem os sábios que toda mudança acarreta adaptações. Então é esta a palavra do mês. Adaptar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;v.t. Ajustar, adequar: adaptar uma peça à máquina. / Transpor uma obra literária para outro meio de comunicação: adaptar um romance ao cinema. / Pôr em harmonia, em conformidade: adaptar a linguagem ao tema. / Fig. Aplicar convenientemente: adaptar os meios ao fim. / &amp;151; V.pr. Acomodar-se, conformar-se: adaptar-se às circunstâncias.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36408646-1720696414641618462?l=apenasoutrashisorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apenasoutrashisorias.blogspot.com/feeds/1720696414641618462/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36408646&amp;postID=1720696414641618462&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36408646/posts/default/1720696414641618462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36408646/posts/default/1720696414641618462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apenasoutrashisorias.blogspot.com/2008/12/dirio-de-velotr.html' title='Diário de velotró!'/><author><name>Malcovich, R. &amp;amp; Camplett, E.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10503236685333675800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36408646.post-7963972383781645054</id><published>2008-11-17T07:58:00.001-03:00</published><updated>2008-11-17T08:00:40.064-03:00</updated><title type='text'>CORROSÃO</title><content type='html'>Corrosivo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu me sinto &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;corrosivo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, ácido, destrutivo. E saia da frente quem tiver medo de lava de vulcão.&lt;br /&gt;De um tempo pra cá estou percebendo que sou um ser irritável. Eu que me julgava tão zen. Difícil de sair do sério. Capaz de parar, pensar e filtrar antes de uma resposta malcriada, estou percebendo que não sou nada disso. Ou pelo menos não sou mais assim.&lt;br /&gt;Ando áspero, direto e fulminante e a questão é: Estou gostando de ser assim. O que incomoda é o bichinho traiçoeiro da flecha negra, e este tem me consumido de igual forma. De uma forma que nunca senti antes. E olha que são 30 anos de estrada.  As vezes penso que estou cedendo ao retrocesso. Ta eu sei que este papo ta meio sem pé nem cabeça,e que vc que está lendo talvez nem entenda o que eu estou dizendo. Mas olha. &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#66cccc;"&gt;Exercite a tolerância&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Eu já tentei o exercício diário e as doses homeopáticas vão ter que passar a ser cavalares para que eu volte a ser como era.&lt;br /&gt;Acho que é carência. Não sei. Todo bicho quando acuado ataca. Mas estou acuado? Acho que de certo modo sim, ou a minha visão de dragões em moinhos de vento me fazem ver espinhos nas mais belas orquídeas vai saber.  E no som do trabalho toca a musica sessão da tarde de Renato Russo.. &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“... se vc quiser alguem em quem confiar, confie em si mesmo...”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Taí eu não sei pq estou escrevendo hj. Hoje estou com o monstro adormecido, despertado. Hj o calor da fúria me toma o peito de uma forma sem igual. Exercite a paciência. Exercite a paciência é o caralho! To cansado de ser paciente. To cansado de uma porrada de coisa. To cansado de querer e não poder. De precisar e não ter. To cansado de estar privado.&lt;br /&gt;Estou cansado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36408646-7963972383781645054?l=apenasoutrashisorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apenasoutrashisorias.blogspot.com/feeds/7963972383781645054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36408646&amp;postID=7963972383781645054&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36408646/posts/default/7963972383781645054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36408646/posts/default/7963972383781645054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apenasoutrashisorias.blogspot.com/2008/11/corroso.html' title='CORROSÃO'/><author><name>Malcovich, R. &amp;amp; Camplett, E.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10503236685333675800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36408646.post-6416751694377560762</id><published>2008-10-23T00:34:00.001-03:00</published><updated>2008-10-23T00:36:25.326-03:00</updated><title type='text'>O Encontro</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_D8hV9D1elGw/SP_xJ_ptsdI/AAAAAAAAAiY/iSsTH8QZThc/s1600-h/Dark-Krad-gaia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5260188043799540178" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 226px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_D8hV9D1elGw/SP_xJ_ptsdI/AAAAAAAAAiY/iSsTH8QZThc/s320/Dark-Krad-gaia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Vento frio cortava a noite daquela cidade. Todas as noites eram iguais. Tão frias e solitárias, salvo por algumas casas que mantinham a alegria dos encontros conhecidos. Alguns amantes que arriscavam encontros furtivos pelas vielas ou mesmo em carros estacionados em lugar de difícil acesso e pouca movimentação. E os olhos amarelados assistiam aquela rotina estúpida dos humanos. Uma linha tênue surgia no rosto pálido envolto em cabelos de um loiro quase iluminado. Era como uma aparição divina no topo daquela torre tão alta. A roupa de um branco imaculado parecia refletir a luz da fraca lua que lutava entre esconder-se no céu ou iluminar de uma vez aquela noite. As coisas não mudavam naquele mundo que seu criador insistia tanto em manter. Aqueles vermes que ele adotara como filhos. Meneava a cabeça as mãos enluvadas estavam para trás.. quando enfim os passos que esperava eram ouvidos.&lt;br /&gt;- Com a divindade perdeu a compostura pelo horário, meu irmão? – A voz grave saia da garganta pálida do ser loiro no beiral do edifício.&lt;br /&gt;- E desde quando um dos preferidos se preocupa com tempo, irmão? Tens a eternidade a seu favor. – Era a voz de Samekiel. Os trajes negros, os cabelos de um igual breu tomavam parte do rosto do caído.&lt;br /&gt;- Um dos preferidos... não perdeste o sarcasmo...&lt;br /&gt;- Isso foi o que sempre fez-me diferente, Gabriel.&lt;br /&gt;O Loiro sorria, deixando o corpo virar-se num mover tão suave que os pés quase não desencostavam das pedras que formavam o beiral.&lt;br /&gt;- Então é por isto que trocaste a tua divindade? – Os olhos amarelos corriam ao chão, e pequenas formigas pareciam amontoar-se sobre uma outra formiga, por alguns segundos antes de saírem correndo e deixar a pobre formiga atacada no chão.. envolta em uma poça vermelha. – Para viver num lugar assim, escolheste caminhar entre eles?&lt;br /&gt;Samekiel recostava-se a uma parede naquele terraço. Os olhos negros voltavam-se para o ser iluminado.&lt;br /&gt;- Nunca vais entender.. troquei o que chamas de “divindade” pela minha liberdade.. e não Gabriel.. não há preço que pague o que eu sinto agora.. o cheiro.. o gosto.. a lascívia.. as escolhas minhas de a quem proteger e ajudar. Foi por isto que troquei a sua tão adorada escrava divindade...&lt;br /&gt;Os olhos amarelos correram o irmão. Roupas, cabelos. Talvez se em algum momento eles tivessem sido unos.. tivessem sido apenas um espectro angelical, houvessem dois lúcifer no mundo. E ainda duvidavam da sapiência de seu senhor. Ele sorriu.&lt;br /&gt;- Devo crer que este é um não ao chamado, então... – baixava a cabeça por alguns segundos. Aspirando o ar que não podia sentir.&lt;br /&gt;-Não sei pq perde tempo.. alias.. sei sim..pq não há tempo para ele..&lt;br /&gt;- É uma pena irmão...&lt;br /&gt;E a espada era desembainhada. A lamina de um azul metálico e iluminado rasgava o céu na direção de Samekiel, que rolava o corpo para o lado afim de fugir do primeiro golpe.&lt;br /&gt;- Traiçoeiro? – Sorria e a espada negra era erguida. As laminas que chocavam-se com violência uma contra a outra no alto do edifício emitindo raio do metal a se chocar, dando a impressão de que o céu fechado abrigava raios e trovões. Espadas em riste e chocando-se com agressividade de dois lados que já lutaram como irmãos. O branco e o negro num dançar imberbe que misturava capas, peles, vento. A lamina negra que cortava de leve a bela e alva pele de Gabriel. Os olhos amarelados brilhavam em fúria.. e o novo ataque era feito. As asas brancas se abriam em total envergadura e seguia em direção a Samekiel. O caído sorria. As asas cor de chumbo abriam-se afiadas como a própria espada e no trançar de penas sangravam a asa do Arcanjo. Espadas cruzadas forçadas contra o pescoço um do outro.. eles erguiam-se no céu, como centro de um tufão a rodopiar na tentativa insana de soltar-se um do outro e ferir ao próprio irmão. E as asas afiadas livravam-se das brancas. Samekiel impunha o peso do próprio corpo contra o de Gabriel e descia levando o corpo do anjo contra o chão. O ruído estrondoso que fazia no alto da torre. Com o choque do corpo do anjo contra o concreto do telhado. A espada de lamina azul afastava-se do Arcanjo. Ele virava-se na tentativa de retomar a lamina e sentia o aço negro e frio no pescoço.&lt;br /&gt;- Game over, irmão... – o sorriso matreiro e vitorioso. – Volte para casa Gabriel.. e diga mais uma vez que estou usando o que tanto nos é dito como primal. Meu livre arbítrio... Erguia a espada, não machucaria Gabriel, ele era apenas uma peça. Sua falha talvez tenha sido a compaixão. Existem hábitos que jamais mudam. Guardou a espada e em um gesto rápido Gabriel o acertou a cabeça de raspão. A dor. Lacerante que vinha em pulsação como se aquele misero ponto atingido fosse explodir. O filete de sangue que escorria e tomava-lhe parcialmente o olho, prejudicando a visão. Samekiel dava dois passos para trás.. as mãos levadas ao ferimento. Não teve tempo de buscar a espada novamente. O ar.. o tão sonhado e desejado ar que lhe fora agraciado há pouco tempo. Que lhe fora permitido sentir o cheiro. O gosto.. lhe faltava quando a lamina azul transpassava seu corpo. Os olhos arregalavam-se enquanto ele segurava a mão do irmão que lhe atacava a traição. Dor. A falta do ar.. os músculos que pareciam que seriam arrancados do corpo a qualquer segundo.&lt;br /&gt;- Queria tanto viver entre eles, irmão.. agora vai poder sofrer entre eles.. – o sorriso de escárnio que era dado quando Gabriel puxava a mão de uma única vez, trazendo consigo a lamina azul. – Sem o ar que tanto lhe é querido. Sem o.. cheiro dessas coisas nojentas que acha tanta graça em estar perto..&lt;br /&gt;O corpo de Samekiel caia dobrando-se com a mão sobre a ferida. Uma perfuração no pulmão.. ele deixava a mão tocar o chão. O sangue que vinha em grossos pingos com a tosse que lhe saia da boca. Gabriel abaixava-se diante dele.. erguia a cabeça do caído pelos cabelos negros.&lt;br /&gt;- Fez tudo isso por ela não é? E valeu a pena? Este mundo pérfido que vive.. vai valer a pena?&lt;br /&gt;Samekiel sorriu.. em meio a dor lacerante que lhe ardia o peito ele sorria. Com o gosto do sangue que tinha subido à boca.. e levantava-se. Enfermidade.. teria que conviver com ela até encontrar algo que pudesse lhe curar do ferimento de uma espada celestial. Olhou Gabriel nos olhos amarelados do Arcanjo.&lt;br /&gt;- Eu faria tudo de novo, pelo único sabor do beijo dela... Você não sabe o que é um beijo ou o gosto que tem a pele.. e sabe qual a minha alegria? –tossia novamente salpicando o rosto pálido de Gabriel de vermelho – que nunca vai descobrir..&lt;br /&gt;E ria.. ria um riso insano e satisfeito.. para ira e desespero de Gabriel que percebia, que no fundo, aquele caído ferido tinha razão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36408646-6416751694377560762?l=apenasoutrashisorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apenasoutrashisorias.blogspot.com/feeds/6416751694377560762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36408646&amp;postID=6416751694377560762&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36408646/posts/default/6416751694377560762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36408646/posts/default/6416751694377560762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apenasoutrashisorias.blogspot.com/2008/10/o-encontro.html' title='O Encontro'/><author><name>Malcovich, R. &amp;amp; Camplett, E.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10503236685333675800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_D8hV9D1elGw/SP_xJ_ptsdI/AAAAAAAAAiY/iSsTH8QZThc/s72-c/Dark-Krad-gaia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36408646.post-7473062658346632562</id><published>2008-10-15T10:47:00.006-03:00</published><updated>2008-10-15T11:10:55.165-03:00</updated><title type='text'>Querido Diário...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E voltando com mais um capítulo da &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;vida como ela é..&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; ou pelo menos deveria ser, vamos contar mais uma página do meu diário digital. Posso acabar me acostumando com isso. Hoje eu estava me perguntando quantas vezes vc consegue olhar pro lado, estender a mão e a alguém entender que é um &lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;pedido de socorro&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Eu estava pensando na capacidade de comunicação que possuímos. A culpa toda é daquela história de Babel que inventou idiomas e formas de se dizer o que pensa e quer. Pensa bem. Antes de Babel, na pré história, o cara tava afim de dar uma.. não precisava falar nada.. esperava a fêmea se abaixar pra beber água num riacho qualquer e &lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#66cccc;"&gt;WUAPO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;caia pra dentro engatando a vareta e pronto.. tavam os dois no lesco-lesco animado. Aí veio Babel.. depois a queima de soutian e pronto. Pro cara conseguir dar uma agora ele tem que conversar, levar pra sair, dar flores, abrir porta de carro, dizer que tá linda, que conhece o perfume que ela ta usando, que ela mudou o penteado e mais uma gama de nhemnhemnhem pra dar certo.. aahhh Babel desgramenta!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a gente segue sempre nessa coisa de não entender o outro. &lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc00;"&gt;&lt;strong&gt;Não entendemos o que ele pensa&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, não entendemos o que ele quer. Acho que a maior parte de nós nem se esforça pra aprender outra língua que não a que falamos. Se a gente ta errado? No mundo de hoje? Não.. acho que não. No mundo que fulgura o &lt;strong&gt;egoísmo&lt;/strong&gt;.. o &lt;strong&gt;egocentrism&lt;/strong&gt;o, é natural e normal que a gente olhe mais pro nosso umbigo. O problema é que quando escolhemos olhar pra dentro, deixamos sempre algo passar. Alguém passar. E talvez a mão que se erga finalmetne após vencer orgulhos diante da nossa porta, não vá repetir o ato em pelo menos 10 anos. Depois a gente mesmo não entende certos comportamentos, certos fechamentos, certas opções que as pessoas tomam. Uma coisa eu posso dizer.. Alias Renato Russo já dizia antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;“...Se você quiser alguém em quem confiar... confie em si mesmo...”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal.. enquanto a sua rádio pessoal tocar algo assim.. a do seu vizinho pode estar tocando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;“então não me conte seus problemas.... hoje eu quero paz, eu quero amor. Então não me conte seus problemas... nada de tristeza nem de dor.”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;E ele estaria errado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Orgulho..&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; ow sentimento besta. Qualquer dia falo dele aqui. Tava pensando outra coisa também. Eu tenho tantos blogs que quase não dou conta de nenhum.. to pensando seriamente em unir uns dois ou três neste aqui. Então espero que não se choquem quando lerem contos eróticos nestas páginas.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36408646-7473062658346632562?l=apenasoutrashisorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apenasoutrashisorias.blogspot.com/feeds/7473062658346632562/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36408646&amp;postID=7473062658346632562&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36408646/posts/default/7473062658346632562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36408646/posts/default/7473062658346632562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apenasoutrashisorias.blogspot.com/2008/10/querido-dirio.html' title='Querido Diário...'/><author><name>Malcovich, R. &amp;amp; Camplett, E.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10503236685333675800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36408646.post-7181107765386466497</id><published>2008-10-03T12:38:00.000-03:00</published><updated>2008-10-03T12:40:54.142-03:00</updated><title type='text'>Nem só de cantos vive este espaço</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tudo bem, tudo bem.. eu tb estou entrando na onda &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;"este blog é meu diário"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; então vamos lá. Não sei bem como começar essa paradinha pq não sou bom pra falar sobre o dia a dia, prefiro comentários inuteis nas janelas dos meus coleguinhas de MSN. Bom..nem tão inutil assim, estou concorrendo a vaga de Derico para o Jô daqui a alguns anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu libero este canto para uma palavra chamada &lt;strong&gt;HIPOCRISIA&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;A hipocrisia é o ato de fingir ter crenças, virtudes e sentimentos que a pessoa na verdade não possui. A palavra deriva do latim hypocrisis e do grego hupokrisis ambos significando representar ou fingir.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;É.. e no dia a dia da gente, percebemos quando filhos da puta ficam fingindo uma coisa que não são? Ou dizendo que farão A e fazendo coisa bem diferente? Minha revolta? Ah tem nome e endereço fixo, odeio ser talhado por conta de atos hipócritas. Preciso de liberdade pra criar. Perdem eles que perdem senão &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;70%&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; do meu talento criativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É..isso me deixou meio puto da vida. Mas como aquela mulher da propaganda da FIAT (?)&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Tudo bem! *sorrisinho amarelo no fim da frase* Dura Lex, sed lex.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo no preâmbulo do dia confuso em que me encontro. Hj é sexta-feira. Sexta é dia de encontrar a Katia. Katia Kathaça.. Não para este mancebo infelizmente. Porra.. agora que eu estou vendo. &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Estou sendo talhado de tudo!!&lt;/span&gt;!&lt;/strong&gt; Uma vez li um texto do Rubens Fonseca que dizia assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;"...Estou matando pq me devem. Me devem dinheiro, casa própria, carro zero, festa bacana, roupa de griffe, motel caro, CD, DVD, relógio de marca. Me devem imposto, conta bancária, cartão de crédito, Home Teather, idas ao cinema, teatro, senso crítico, carinho, amor, boa foda, puta cara. Me devem bucetas, beijo na boca, boquete bem pago..."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não lembro se a ordem era exatamente esta, ou se mesmo as palavras eram, mas o contexto era o mesmo. Um cidadão revoltado com o governo e o sistema, que começava a matar com um facão gente rica que tambem lhe devia. Tô a um passo de fazer o mesmo..Alguém tem um facão pra me emprestar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, hj é sexta e a todo mundo que tá com a bunda grudada na cadeira lendo meleca de blog diário, &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;levanta e vai viver&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; ow rapá!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;P.S. Alguem sabe o procedimento para se ter uma radio on line? *megalomaniaco*&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36408646-7181107765386466497?l=apenasoutrashisorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apenasoutrashisorias.blogspot.com/feeds/7181107765386466497/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36408646&amp;postID=7181107765386466497&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36408646/posts/default/7181107765386466497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36408646/posts/default/7181107765386466497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apenasoutrashisorias.blogspot.com/2008/10/nem-s-de-cantos-vive-este-espao.html' title='Nem só de cantos vive este espaço'/><author><name>Malcovich, R. &amp;amp; Camplett, E.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10503236685333675800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36408646.post-5200590993377682940</id><published>2008-09-30T13:04:00.001-03:00</published><updated>2008-09-30T13:06:07.397-03:00</updated><title type='text'>Quanto riso ó.. quanta alegria..</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_D8hV9D1elGw/SOJOXE26IyI/AAAAAAAAAiQ/mkUAQW9jyB4/s1600-h/untitled2.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5251846273815421730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_D8hV9D1elGw/SOJOXE26IyI/AAAAAAAAAiQ/mkUAQW9jyB4/s320/untitled2.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Bailava.&lt;br /&gt;A máscara que definia um rosto de alegrias pueris vez ou outra parecia liquefazer entre o escuro das sombras que contornava os olhos. Mas bailava.&lt;br /&gt;Era qualquer dia de carnaval, pois em muito não se lembra a data. Não se sabe se perdeu-se entre a quarta que inicia ou a de cinzas que termina. Mas bailava.&lt;br /&gt;Em meio a pessoas que para outros significavam alegrias, quantidades, ali aos olhos dela eram apenas letras e números de um balé trôpego e sem importância alguma e ainda assim, bailava.&lt;br /&gt;Mesmo na incerteza de que conseguiria um carro para ir para casa ao final do baile, ou de que seus pés agüentariam dançar por tanto tempo. Mesmo que tivesse medo de seus sonhos era festa.. era baile e ela bailava. Com aquela agonia que lhe tomava o peito. Com a cabeça a borbulhar de perguntas que naqueles dias de folia não haveria quem respondesse. Como se em qualquer outra data do dia houvesse.&lt;br /&gt;E os passos paravam. Os pés paravam de dançar aquela valsa que para ela era tão triste. Embora todos os outros continuassem dançando e girando como porta estandarte exibindo-se em um desfile momesco. De repente não havia mais música, não havia mais cor, nem mesmo a alegria do salão. Estava só em meio aquela multidão de fantasiados risonhos e bêbados, deturpados em seu mundo cego de marionetes sem graça. E então o vazio.&lt;br /&gt;Aquele enorme salão repleto de fantasiados. De pessoas que erguiam suas máscaras de mentiras, falsidades e hipocrisias, estava para ela então.. vazio. Não ligava para as pessoas que esbarravam nela enquanto caminhavam buscando sabe lá deus o que.&lt;br /&gt;Ela parava.&lt;br /&gt;E aquela agonia.. que sobe ao estomago e transborda aos olhos vinha numa enxurrada de gotas salgadas que brotavam e manchavam ainda mais de negro sua pintura tão alegre.. desfazia a mascara de alegria de todo dia.. Havia dor de não saber.. o desespero de querer e ansiar.. havia ela.. E haviam olhos que a espiavam, numa mascara de olhos tão escuros quanto os que ela usava. Olhos intransponíveis por trás daquele sorriso plástico aquarelado. Olhos que pareciam compreender a agonia que ela sentia no meio daquele salão. Ou não. Talvez a ânsia de se encontrar a fizesse ver a si mesma em qualquer pessoa ou lugar. E o cheio salão vazio parecia ainda mais vazio. Nem mesmo o eco dos passos, das vozes ao longe. Nada.. Apenas ela.. os olhos e o caminho entre eles. Segundos de uma cumplicidade até então desconhecida. Ele caminhou até ela. O sorriso plástico nunca lhe pareceu tão sincero. Ela não moveu-se para sair daquele trajeto pré definido. A mascara tapava todo o rosto do Arlequim. Permaneciam os olhos.. Misteriosos olhos. Inquietantes olhos. E o sorriso era novamente dado. Como ela sabia? Nem ele mesmo sabia. Talvez a insistência de ver através da mascara do Arlequim. Mas era festa.. era carnaval.. era dia de serem mascarados.. e havia algum dia que não eram? Mas ali.. ali era o baile de mascaras. A mão na luva quadriculada em branco e preto dele era estendida. Aguardava que ela deixasse que a mão tocasse a dele.. Para um gracejo fora de hora. Um abaixar do corpo.. um cortejar desajeitadamente gentil. E a guiava para o meio do salão novamente. Era carnaval. E ela deveria ser a estrela da festa.A puxou para dançar, a levou  em girares e rodopios envolvendo em braços protetores. Como talvez ela precisasse para dormir em paz naquele dia. A festa acabou ao quase amanhecer. O salão se tornou vazio.. e eles foram os últimos a saírem. Ainda dançavam em sorrisos plásticos reais. Mas ela não quis ir para casa. Preferiu a segurança de dormir sob o céu nos braços do mascarado desconhecido. Pela primeira vez, ela soube quem era. Não ficou triste ao abrir os olhos de manhã e perceber que ele não mais estava ali. Havia apenas a mascara e o cheiro do homem no corpo vestido da Colombina. E  do alto da árvore Samekiel a observava. Havia visto o baile, a dança, o amanhecer, o sair. E permanecia todo o tempo proximo, a observar. Manteve-se a olhar quando ela se ergueu desajeitadamente arrumando a roupa amassada e seguiu a passos calmos para casa. Com um sorriso cândido no olhar e a ácida alegria fazia parte novamente de seu semblante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36408646-5200590993377682940?l=apenasoutrashisorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apenasoutrashisorias.blogspot.com/feeds/5200590993377682940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36408646&amp;postID=5200590993377682940&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36408646/posts/default/5200590993377682940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36408646/posts/default/5200590993377682940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apenasoutrashisorias.blogspot.com/2008/09/quanto-riso-quanta-alegria.html' title='Quanto riso ó.. quanta alegria..'/><author><name>Malcovich, R. &amp;amp; Camplett, E.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10503236685333675800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_D8hV9D1elGw/SOJOXE26IyI/AAAAAAAAAiQ/mkUAQW9jyB4/s72-c/untitled2.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36408646.post-5410611031060093523</id><published>2008-09-17T12:55:00.003-03:00</published><updated>2008-09-17T13:03:08.496-03:00</updated><title type='text'>O Sonho...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_D8hV9D1elGw/SNEpIf9npzI/AAAAAAAAAiI/FWn8JZ31Fx0/s1600-h/untitledvv.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5247020266858981170" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_D8hV9D1elGw/SNEpIf9npzI/AAAAAAAAAiI/FWn8JZ31Fx0/s320/untitledvv.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; - Está atrasado.&lt;br /&gt;Era a voz que retumbava em sua mente, e ele sabia de cor a expressão que vinha junto. O rosto fechado e com um suave biquinho desenhado nos lábios vermelhos. Vinha pensando nisso enquanto seguia a pé o curto caminho entre a sua casa e a dela. E estava sim atrasado. Hoje ele se perguntava quantos anos de atraso... mas na época. Quando o rosto ainda tinha traços e linhas juvenis, o corpo ainda não possuía tantas definições e ele não sabia no que se tornaria, era um atraso plenamente justificado. E vinha pelo caminho ensaiando as desculpas e os sorrisos, as caras e bocas que poderia fazer para abrandar aquele coração de pedra. Não. Ela não possuía coração de pedra. Era maldade de seus pensamentos, isso é verdade.&lt;br /&gt;Pensou em parar no caminho e comprar algo para ela comer. Então poderia dizer que se atrasou porque pegou fila, brigou com o garçon que não tinha troco, e pq o primeiro pedido fora todo errado, então tiveram que fazer novamente, e lembrou que não havia refrigerante, então teve que correr até outro lugar para comprar.. não.. não.. não.. não era convincente e iria ganhar mais bico e um nariz empinado. Ta bom, ele adorava o nariz empinado, pq dava vontade de morder a ponta.&lt;br /&gt;Pensou então em dizer que fora assaltado!! Isso!!! Vinha no meio do caminho e então foi abordado por um ladrão. Não.. um ladrão era pouco né? Ele era forte, então melhor que fossem 3.. não.. 5 e não se fala mais nisso!! Isso.. cinco.. cinco ladrões todos malhadões, e armados até os dentes, queriam roubar dele a carteira, e ele não quis dar. Porque na carteira estava a foto dela. E sem aquela foto que ela tirou fazendo biquinho de beijo ele não ia viver. Brigou, derrubou dois, tomou uma coronhada, caiu.. mas era capoeirista então derrubou no rabo de arraia, e aú. Jogou todos no chão que assustados saíram correndo. Aham.. e achava mesmo que aquela historia ia convencer alguém? Ele não era o Chuck Norris, muito menos o Jack Bauer.. então melhor pensar em outra coisa.&lt;br /&gt;Seguia ainda o caminho cumprimentando um e outro que passava, amigo que batia na mão, falava que tinha saudade, queriam marcar um joguinho no fim de semana, churrasquinho regado a violão! Ele ria, conversava e seguia seu caminho direto para o destino traçado.&lt;br /&gt;- Está atrasado..&lt;br /&gt;A voz novamente retumbava, e servia como alarme para ele lembrar que não podia ficar de conversa fiada ou só chegaria no dia seguinte uma distância que era como de sua casa até a padaria.&lt;br /&gt;Flores!!! Flores sempre colam!! Seriam Flores. Iria dizer que estava vindo e lembrou da promessa diária de lhe dar flores. É.. as flores de todos os dias, valiam do jardim, quintal de vizinho, comprada em floricultura, só não cemitério pq ele ainda não tinha passado em frente a um num dia de extrema urgência. Mas então diria flores. Que lembrou-se delas, e hoje queria ser especial, seguiu para a floricultura e pediu um enorme bouquet de rosas.. Aham.. e como ele ia arrumar um bouquet Pedro Bó? Então, esta era a parte mirabolante. Ia dizer que as rosas tinham vindo com abelhas africanas que despertadas pelo caminhar seguiram atrás dele, numa fuga cinematográfica entrando por bares, lojas, estacionamentos, garagens, playgrounds, correu tanto e deu tanta volta que perdeu o horário. E o bouquet? Ahh teve que deixá-lo no meio do caminho..tinha abelhas e não queria que ela se machucasse. Pronto.. era a mais plausível e foi com esta que observou a pequena sentada na porta de casa. A pele morena, os cabelos negros que ele sonhava em ser envolvido por eles toda noite. Os olhos castanhos-esverdeados semi-fechados na expressão da pouca paciência. Certo.. rosas.. rosas.. flores.. abelhas africanas.. tudo memorizado. Aproximou-se. Ela se ergueu de imediato, as mãos na cintura como se fosse lhe dar uma bronca suprema.&lt;br /&gt;- Está atrasado!!! - Dizia numa voz doce e ainda assim reclamona. Com um biquinho e o nariz empinado, olhando para ele. Queria uma resposta que convencesse.&lt;br /&gt;Ele a olhou. Estreitou os olhos, numa expressão de cachorro abandonado e com fome. E a resposta magnífica?! Não fora dada. Ele ergueu um pouco a camisa mostrando os arranhões no peito, no lado do coração. Pronto. Nada melhor que a verdade. Se atrasou pq se machucou no caminho.&lt;br /&gt;- Eu me machuquei no caminho...Mas eu vim..&lt;br /&gt;- Ahh Bebê! – sempre disseram que mulher não consegue ver seu amor machucado. Ela o abraçou cobrindo de beijinhos, e a expressão severa de biquinho e olhos serrados era vencida por beijos que cobriam o rosto. Tava tudo explicado então.&lt;br /&gt;Os olhos vermelhos de Samekiel se abriam. Fora um sonho.. um sonho que lhe trazia de volta a certeza de que tinha que encontrá-la. Tinha que encontrar sua luz.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36408646-5410611031060093523?l=apenasoutrashisorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apenasoutrashisorias.blogspot.com/feeds/5410611031060093523/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36408646&amp;postID=5410611031060093523&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36408646/posts/default/5410611031060093523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36408646/posts/default/5410611031060093523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apenasoutrashisorias.blogspot.com/2008/09/o-sonho.html' title='O Sonho...'/><author><name>Malcovich, R. &amp;amp; Camplett, E.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10503236685333675800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_D8hV9D1elGw/SNEpIf9npzI/AAAAAAAAAiI/FWn8JZ31Fx0/s72-c/untitledvv.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36408646.post-8990016649172214311</id><published>2008-09-15T09:50:00.003-03:00</published><updated>2008-09-15T10:31:38.593-03:00</updated><title type='text'>Um Prêmio...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_D8hV9D1elGw/SM5aRPpvS_I/AAAAAAAAAiA/MT5p9Q4KGZQ/s1600-h/premio_dardos_blog_ana.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5246229868239080434" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_D8hV9D1elGw/SM5aRPpvS_I/AAAAAAAAAiA/MT5p9Q4KGZQ/s320/premio_dardos_blog_ana.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Olha só.. acabo de receber meu primeiro selo, numa indicação feita pela minha irmã, Tyr. Não sei seindicação familiar tá valendo, mas de todo o jeito, eu agradeço e muito pela lembrança.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agora tenho que escolher 7 musicas e 7 blogs de pessoas especiais.. bom.. muitos dos que conheço ja foram premiados, mas vamos lá ao que interessa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Músicas:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Escolher só 7 é um martírio para mim que sou um ser musical. Rs. mas tudo bem&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;1 - O que eu tb não entendo - J. Quest&lt;/div&gt;&lt;div&gt;2 - Sweet about me - Gabriella Cilmi&lt;/div&gt;&lt;div&gt;3 - The Dance - Renato Russo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;4 - Truth - Seether&lt;/div&gt;&lt;div&gt;5 - Animal Instinct - Cramberries&lt;/div&gt;&lt;div&gt;6 - The Mummer's Dance - Loreena McKennit&lt;/div&gt;&lt;div&gt;7 - Fever - Michael Bublè&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agora, escolher 7 lugares para vcs conhecerem... okey.. okey..&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;1 - &lt;a href="http://mileumabr.blogspot.com/"&gt;Mil e uma&lt;/a&gt; - O blog de uma menininha muito especial que atende pela alcunha de Lila, minha maninha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;2 - &lt;a href="http://somostodasumasvacas.blogspot.com/"&gt;Somos todas umas vacas&lt;/a&gt; - de minha grande nova amiga de infância, Ana Paula e da DM tb&lt;/div&gt;&lt;div&gt;3 - &lt;a href="http://tyrasasnegras.blogspot.com/"&gt;Asas Negras&lt;/a&gt; - O canto do anjo de asas negras.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;4 - &lt;a href="http://diversasideias.blogspot.com/"&gt;Diversas Ideias&lt;/a&gt; - É o canto da mala de mão que eu arrumei, Taynar Fogueteira. Tá. Admito que ela escreve bem, mas não se gaba heim! Shiu!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;5 - &lt;a href="http://porquecargasdagua.blogspot.com/"&gt;Porque Cargas D'Água&lt;/a&gt; - Pq separados eles escrevem bem, e juntos são melhores ainda.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;6 - &lt;a href="http://euxeumesmo.blogspot.com/"&gt;Eu versus eu mesmo&lt;/a&gt; - a casa do Magalhães&lt;/div&gt;&lt;div&gt;7 - &lt;a href="http://mulhercuequinha.blogspot.com/"&gt;Liga das Meninas Cuequinhas&lt;/a&gt; - Vale pelos textos divertidos das três joselitas sem noção.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pronto! Dever de casa cumprido!!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36408646-8990016649172214311?l=apenasoutrashisorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apenasoutrashisorias.blogspot.com/feeds/8990016649172214311/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36408646&amp;postID=8990016649172214311&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36408646/posts/default/8990016649172214311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36408646/posts/default/8990016649172214311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apenasoutrashisorias.blogspot.com/2008/09/um-prmio.html' title='Um Prêmio...'/><author><name>Malcovich, R. &amp;amp; Camplett, E.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10503236685333675800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_D8hV9D1elGw/SM5aRPpvS_I/AAAAAAAAAiA/MT5p9Q4KGZQ/s72-c/premio_dardos_blog_ana.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36408646.post-1232279378136070881</id><published>2008-09-05T09:54:00.005-03:00</published><updated>2008-09-05T12:15:48.035-03:00</updated><title type='text'>Entre Caídos e Querubins.</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_D8hV9D1elGw/SMFL8wEZdoI/AAAAAAAAAhw/4mLNd30y9KE/s1600-h/D_N_Angel.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242554948303550082" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_D8hV9D1elGw/SMFL8wEZdoI/AAAAAAAAAhw/4mLNd30y9KE/s320/D_N_Angel.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já fazia algum tempo que ele estava ali. Agachado sobre o encosto da poltrona. O ruído do marfim que ele esfregava um ao outro enquanto montava algo nas mãos. Fora este som, apenas o mensageiro dos ventos que fazia um suave tilintar no quarto infantil. Não demorava muito para que o pequeno imponente entrasse no quarto. Serelepe e animado como sempre, curioso com a luz que vinha do computador, passou direto diante da figura alada que estava empoleirada em sua poltrona. Mas o ruído dos marfins chamavam a atenção e o pequeno arregalava os olhos voltando-se para ele. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Woow.. quem é você? – A voz infantil saia sem medo. E assim Samekiel riu. Ele era corajoso. Falem o que quiserem falar, Ele nunca se engana em seus escolhidos.&lt;br /&gt;- Eu? Um amigo.. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O Pequeno estreitou os olhos e se aproximou. Pé ante pé com o olhar curioso e calmo de criança. O nariz altivo de quem busca o saber. E o ruído do marfim lhe chamava a atenção novamente. Ahh se não fosse o ruído talvez ele passasse direto e fosse ver outra coisa que lhe chamava a atenção. Talvez o barulho da mãe na sala, a espirrar. Mas o barulhinho e a coloração do marfim lhe prendia. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- O que é isso? – a mãozinha apontava para o colar que estava pendurado entre os dedos do ser alado. Os pedaços de marfins talhados com diferentes formas que pareciam dançar no ar.&lt;br /&gt;- Um presente. Estou indeciso entre a cor desta pedra... – abaixava um pouco o tronco exibindo para ele o pedaço de ametista lapidado. – o que acha?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O pequeno sentia-se importante. Estava sendo consultado para algo. Sorria satisfeito, meneando a cabeça afirmativamente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Aah ficou maneiro ó.&lt;br /&gt;- Ficou? Então deixarei desta forma.. – e dava por terminado o serviço. Fazendo um leve afago nos cabelos do pequeno que deixava-se tocar aquelas pequenas imagens brancas.&lt;br /&gt;- Ah.. olha!! São asas!? É de verdade!? - A curiosidade infantil voltava a assolar, quando o pequeno subia no assento da cadeira para se aproximar do ser de asas cor de chumbo. O toque sutil dos dedos de menino que deslizavam pelas pesadas penas cinza escuro, que beiravam o preto.&lt;br /&gt;- São sim.. São as minhas asas. – Ele sorria. Deixava que as asas se movessem, abrindo levemente com todo o cuidado, apenas para vislumbrar mais uma vez o olhar extasiado do garoto. O aspirar de ar em espanto que ele fazia. Olhinhos vidrados naquela coisa que se abria e em total envergadura quase que lhe tomava toda a parede do quarto.&lt;br /&gt;- Que legal!!!! Eu quero uma dessas ó! Você sai por aí voando?!&lt;br /&gt;Ele ria. Apoiava os cotovelos dobrados no próprio joelho para olhá-lo mais de perto.&lt;br /&gt;- Você terá. Quando crescer, terá asas tão grandes quanto estas. E mais bonitas também.&lt;br /&gt;- Nooooossa.. Assim quando eu for mais maior de grande?&lt;br /&gt;- Sim. – Sorria – mais maior de grande e mais forte. Por enquanto só precisa do seu sorriso. Não de asas.. e voar.. hmmm.. basta que feches os olhos..&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O sorriso de admiração infantil surgia, mas já era tomado por nova curiosidade, ainda mais por que na luz, poderia ver o rosto marmóreo daquele ser alado.&lt;br /&gt;Ergueu a mão para desenhar-lhe o rosto.. Os traços angulares e firmes. Belos e marcados. Os dedos deslizaram sobre a superfície vermelho sangue dos olhos daquele ser diferente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Sabe... olhava o caído novamente. – você parece um anjo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Samekiel sorria. Sobrancelhas arqueadas. A roupa negra que lhe cobria o corpo agora emprestava um tom mais sombrio a imagem pálida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Ah é? Eu pareço? E com que anjo eu pareço? – olhava de um jeito divertido para o pequeno a sua frente que falava com ares de gente grande. E o pequeno levava o indicador aos lábios. Como se pensasse por alguns segundos. Talvez tivesse resolvido falar o primeiro nome que lhe vinha à mente.&lt;br /&gt;- Hmmm..parece com o anjo............... Gabriel&lt;br /&gt;- Hm.. sou mais bonito e menos fresco do que ele....&lt;br /&gt;Sorria, e os ruídos que vinham pelo corredor lhe chamavam a atenção.&lt;br /&gt;- Está na hora de dormir mocinho!&lt;br /&gt;E o pequeno rosto se contraia numa expressão divertida de “xiii, ela nos pegou!” e Samekiel sorria. Erguia=-se da poltrona, tomando o pequeno no colo, levando-o para a cama.&lt;br /&gt;- Ela está certa.. está na hora de dormir..&lt;br /&gt;E o indicador suavemente pousava sobre os lábios do pequeno, na marca do silêncio, a cavidade acima da boca.&lt;br /&gt;- Shhhh.. – Boa noite pequeno. Bons sonhos..&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O pequeno sorria, meneando a cabeça e ele seguia para a janela. Um salto que o entregava para a escuridão da noite. Agora ele poderia seguir para ver a Luz. A primeira visita a seus protegidos fora feita. E num piscar de olhos a presença da figura de asas cinza chumbo já não podia ser vista no quarto do pequeno querubim Omaliel. A porta do quarto se abria, e a mãe do pequeno entrava. Os olhos atentos procurando pelo quarto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Com quem estava falando, mocinho? – ela sorria enquanto ia cobri-lo de lençóis e beijos.&lt;br /&gt;- Com meu anjo da guarda! Boa noite mamãe.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ela sorriu. Achava graça do jeito despojado. Mais uma leva de beijos era dada, e ela enfim saia, quando ele cansado da traquinagem do dia a dia adormecia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242556034512835250" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_D8hV9D1elGw/SMFM7-g30rI/AAAAAAAAAh4/SdVdRlc1_40/s320/Rocker.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36408646-1232279378136070881?l=apenasoutrashisorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apenasoutrashisorias.blogspot.com/feeds/1232279378136070881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36408646&amp;postID=1232279378136070881&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36408646/posts/default/1232279378136070881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36408646/posts/default/1232279378136070881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apenasoutrashisorias.blogspot.com/2008/09/entre-cados-e-querubins.html' title='Entre Caídos e Querubins.'/><author><name>Malcovich, R. &amp;amp; Camplett, E.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10503236685333675800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_D8hV9D1elGw/SMFL8wEZdoI/AAAAAAAAAhw/4mLNd30y9KE/s72-c/D_N_Angel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36408646.post-2989412346848809957</id><published>2008-09-04T13:01:00.003-03:00</published><updated>2008-09-04T13:13:43.952-03:00</updated><title type='text'>Com a queda, a evolução.</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_D8hV9D1elGw/SMAJLoECL0I/AAAAAAAAAho/qSUAqmQOof8/s1600-h/325fecbfa6bf09a85c133edb15ee1ab8.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242200061596806978" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_D8hV9D1elGw/SMAJLoECL0I/AAAAAAAAAho/qSUAqmQOof8/s320/325fecbfa6bf09a85c133edb15ee1ab8.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_D8hV9D1elGw/SMAJEhLwzII/AAAAAAAAAhg/Hem2zXJTL5Y/s1600-h/325fecbfa6bf09a85c133edb15ee1ab8.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fora arremessado, ou jogou-se? Em que momento de sua divinal existência ele debateu-se com a fria escolha? O vento frio e cortante que feria a pele mármore lhe soprava pequenas e antigas verdades.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Um dia vais precisar escolher de que lado ficar meu irmão.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Fechava os olhos. Gostos de sangue, gosto do próprio sangue, do sangue de outros. Quando seus olhos de um azul tão doce se tornaram rubros? Rubros como sangue injetado. Rubros de uma ira contida que ganhava proporções e formas dentro dele. Estava ainda no topo da montanha. Ainda ouvindo as vozes de seus irmãos que se misturavam num bailar sem fim. Vozes dos suplicantes, e ele que outrora rasgava o sol por qualquer suspiro de dor que viesse com o vento, agora selava seus ouvidos para todo e qualquer ruído que não viesse de si mesmo. Era o momento da escolha e qualquer barulho, qualquer som que interrompesse isso poderia ser fatal em sua decisão. Mais um passo foi dado. Os pés descalços pisavam a pedra fria pelo ar da noite. Rasgava a túnica carmim que usava. Deixava a pele marmórea de um corpo desenhado em músculos que outrora lhe foram entregues para expressar sua força.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Que seus braços e pernas sejam fortes para que possas suportar e ajudar a suportar os pesos do mundo.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Ele ri.. ri de um jeito insano de sarcasmo.&lt;br /&gt;Havia cansado. Havia cansado de escutar a voz dos homens. Ele esqueceu de lhe dizer o quão mesquinhos são aqueles que Ele chama de filhos. Sua imagem e semelhança. Isso o fazia crer que o Criador era então tão mesquinho quanto e ele ria. Ria por notar quanto tempo aquele véu de incertezas ficou plantada em sua mente. Quantas vezes ergueu a sua espada de um fogo tão azul e lutou por verdades que não eram suas.. nem de ninguém. E ria. Ria a um gargalhar de dobrar-se. O corpo marcado por cicatrizes de guerra. Guerra contra demônios, contra caídos, contra seus próprios irmãos.&lt;br /&gt;As asas que se abriam inteiras em total envergadura, alvas, mas sem brilho. Sem a vistosidade que apenas a ingenuidade pode trazer. Uma ingenuidade que ele já não possuía mais. Não queria mais. Lembrou-se de tempos atrás. Quando seu prestimoso irmãos de asas negras lhe protegia. Talvez preparando-o para este exato momento. E mais um passo. Agora o abismo que se seguia adiante parecia lhe clamar. Um convite aterradoramente delicioso. O olhar para o céu lhe exibia o clamor do Pai. Livre-arbitrio, foste tu quem disseste... E o sorriso de ironia era entregue... Não havia mais ingenuidade, não havia mais pureza. O corpo fora maculado por mãos das mulheres do mundo que o desejavam por sua beleza e sua áurea. Deixou que as asas brancas o abraçassem mais uma vez. Sentiu a maciez das penas que lhe afagavam o rosto, o envolviam como um casulo.&lt;br /&gt;E ele ri.. ri de um jeito insano de despedida.&lt;br /&gt;As asas abriam com ferocidade. Erguiam-se para o ar como se quisessem levanta-lo e impedir que ele tomasse tal atitude.. ele dava a volta. Deixava que o vento frio lhe lambesse o corpo nu. Enquanto caminhava para longe do abismo. E parava. Aspirava o ar, sem sentir o cheiro que dele poderia vir. Tocou cada partícula do ar que vagava ao redor do rosto, do corpo e esticou a língua tocando-o. Virou-se com velocidade e correu na direção do abismo novamente. A boca aberta em um grito de liberdade que sua existência queria dar há muito tempo mas em nome dos desígnios, se mantinha morto em seu peito. E saltava. Para desespero das nuvens, para sorriso das trevas ele saltava. Uma queda longa, densa e pesada que o levava em um ângulo reto direto para o chão de pedras. As asas que pouco a pouco iam se desintegrando, iam deixando de existir. Os olhos que de rubros claros se tornavam vermelho sangue. Caia. Caia para viver a sua escolha e viver entre os homens. Caminhar entre eles. Não como um homem, não como um enviado. Mas um caído.&lt;br /&gt;E o estrondar que se escutava e ressonava por todo o planeta. Que balançava plantações e espantava os animais. O mar respondia em fúria. A queda. A Evolução. A dor. A liberdade e a escolha. A leveza. Erguia o corpo. Cada milímetro de seu corpo lhe doía. O gosto do sangue que agora sentia era apenas o seu. E isso o fez rir.&lt;br /&gt;Um riso insano de satisfação.&lt;br /&gt;Fechou as mãos na terra. Sentindo os grãos de areia que se misturam com o suor. E ajoelhava-se para nova leva de dor. Aquela que vinha das homoplatas. Que expurgavam o que restava de penas brancas de suas antigas asas. Expurgavam com os restos do sangue divinal que a prendiam na carne. Com a cartilagem que se grudava ao esqueleto. Estava sujo de barro vermelho e as penas cinza chumbo surgiam. Saiam lentas, grossas,levando consigo seu novo sangue. Um sangue escuro e forte. Forte como todo ele o era agora. A dor que o fazia apoiar-se com os punhos cerrados no chão. Mas que arrancava consigo um prazer inenarrável e ele ria.&lt;br /&gt;Um riso insano de liberdade.&lt;br /&gt;As asas se abriam. Ele sabia que haviam olhos conhecidos a lhe espreitar. Mas não disse nada. A dor cessava junto ao respirar ofegante. Ele erguia-se. Renovado. Forte, As asas chumbo o envolvia num bem vindo acolhedor. Ásperas, grossas, violentas e afiadas. E ele olhava ao céu que derramava sobre a terra lágrimas em forma de uma chuva espessa.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;- Agora sou Samekiel,e escolho os pesos que carrego.. agora eu escrevo a minha historia.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;E seguiu. O sorriso de satisfação era dado aos olhos conhecidos. Ele partia em direção as luzes da cidade, e ele nunca.. nunca havia percebido como elas eram lindas.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36408646-2989412346848809957?l=apenasoutrashisorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apenasoutrashisorias.blogspot.com/feeds/2989412346848809957/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36408646&amp;postID=2989412346848809957&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36408646/posts/default/2989412346848809957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36408646/posts/default/2989412346848809957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apenasoutrashisorias.blogspot.com/2008/09/com-queda-evoluo.html' title='Com a queda, a evolução.'/><author><name>Malcovich, R. &amp;amp; Camplett, E.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10503236685333675800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_D8hV9D1elGw/SMAJLoECL0I/AAAAAAAAAho/qSUAqmQOof8/s72-c/325fecbfa6bf09a85c133edb15ee1ab8.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36408646.post-5611313425811554106</id><published>2008-09-02T13:00:00.001-03:00</published><updated>2008-09-02T13:01:34.553-03:00</updated><title type='text'>Recado importante</title><content type='html'>Este recanto encontra-se em reforma.&lt;br /&gt;Algumas mudanças&lt;br /&gt;Algumas asas trocadas&lt;br /&gt;Algumas perdas&lt;br /&gt;Algumas vitórias&lt;br /&gt;E vamos escrever uma nova história.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36408646-5611313425811554106?l=apenasoutrashisorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apenasoutrashisorias.blogspot.com/feeds/5611313425811554106/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36408646&amp;postID=5611313425811554106&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36408646/posts/default/5611313425811554106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36408646/posts/default/5611313425811554106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apenasoutrashisorias.blogspot.com/2008/09/recado-importante.html' title='Recado importante'/><author><name>Malcovich, R. &amp;amp; Camplett, E.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10503236685333675800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36408646.post-2600856612473210359</id><published>2007-09-30T15:20:00.000-03:00</published><updated>2008-12-09T11:10:47.461-03:00</updated><title type='text'>Que se abram as cortinas. o espetáculo retorna...</title><content type='html'>Bem bem bem.. como minha inspiração retirou férias, na verdade fugiu descaradamente com um cocheiro qualquer..eu vou ceder temporariamente o meu palco aos textos de um grande amigo-irmão. Ladies and Gentlemans.. segue o próximo ato..&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_D8hV9D1elGw/Rv_zwu9zd4I/AAAAAAAAAMU/Tpfcpv8F85w/s1600-h/Frank.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5116075720282699650" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_D8hV9D1elGw/Rv_zwu9zd4I/AAAAAAAAAMU/Tpfcpv8F85w/s200/Frank.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Deus. Já passam das 23. Eu olho para os lados e tudo o que eu vejo são papeis e coisas para resolver. Maldito emprego. Tateio meu bolso a procura de cigarros. Graças a Deus achei um maço amassado que tem uns dois. O suficiente para eu sair do prédio e comprar mais no caminho para casa. Falando em casa, Suzan deve estar para morrer. E Taylor não deve ter ido pra cama ainda. Maldita cidade. Maldita sujeira. Suzan já está fervendo de raiva. Ela quase não me vê mais, não tenho tempo para ver meu filho. Tudo o que eu faço é trabalhar, prender, atirar... Talvez eu devesse sair. Mas se eu fizer isso. Quem vai cuidar da cidade? Pensando nessas coisas eu me pego de cabeça baixa, apenas segura pelos meus braços apoiados na mesa. Levanto a cabeça devagar. Não pega bem para o chefe de polícia ser visto por ninguém em uma posição de fraqueza. Mas o que tem aqui? Só o bom e velho Angus MacTaggart. Tão louco quanto eu. Trabalhando até essa hora. Obcecado por uma limpeza que cada dia que passa eu vejo mais longe. Tão comprometido quanto eu. Maldita cidade. Levou outra alma. Acendo o cigarro devagar. Ignoro o sinal de proibido fumar. Eu que mando aqui, não uma maldita placa. Quer saber, melhor eu ir embora para casa, antes que minha esposa venha me buscar com o rolo de macarrão. Me levanto devagar, organizo os papeis minimamente. Quem sabe se eu sair agora eu ainda consiga colocar o Tay na cama. Visto meu terno. Deixo um sorriso escapar enquanto meu olhar cruza com o de Mac. Ele sabe que eu estou indo pra casa. Ele é o homem para segurar as pontas enquanto eu estou fora. Talvez eu devesse me aposentar e passar o cargo para ele. Ele eu sei que manteria a ordem na cidade. Ainda sim, temo pela vida dele. Caminho na direção de Mac, calmo, aliviado por estar conseguindo sair antes da meia noite. Mas esse som... Esse som me faz parar. Olho para Mac com a expressão carregada de preocupação. Mac me retorna com o olhar de desaprovação. Esse olhar dele. Eu sei o que quer dizer. “Não pegue o telefone, Frank. Não pegue”. Eu quase posso ouvir ele me falando isso. Mas eu sou teimoso. Minha mão alcança o aparelho em cima da mesa quase que automaticamente. Coloco o telefone no ouvido.&lt;br /&gt;- Depto de Polícia de Dark City. Stevens falando.&lt;br /&gt;O oficial do outro lado me comunica sobre uma grande operação de drogas. Denuncia dos cidadãos. Meu programa funciona, apesar de algumas falsas denuncias, estamos indo bem. Coloco no viva voz. Mac precisa ouvir isso. Droga, Mac. Não me olha com essa cara. Eu sei o que você esta pensando. Que é uma mentira e que vamos morrer.&lt;br /&gt;- Tudo bem sargento. Estamos a caminho.&lt;br /&gt;Assim que desligo o telefone eu posso ouvir o pesado bufar de Mac desaprovando a minha resposta. Eu sei o que você pensa, Mac. Que eu sou um velho teimoso. Mas eu tenho que ir. Pego o rádio.&lt;br /&gt;- Sargento Lomax, aqui é a central. Responda.&lt;br /&gt;Silêncio.&lt;br /&gt;- Sargento Lomax. Na escuta, câmbio?&lt;br /&gt;Deus, Lomax. Responde essa porcaria de rádio. Não é possível&lt;br /&gt;- Droga Lomax, aqui é o Stevens, se você não pegar esse rádio agora vai ter que pedir para um médico tirar ele do seu rabo amanhã.&lt;br /&gt;Finalmente ouço resposta. Passo para o Sargento o endereço que me foi dado. Pobre Lomax. É um bom homem. Preguiçoso, porém um bom homem. Deve ter estacionado o carro num canto fora da cidade para dormir. Peço para ele ir com reforços. Explico para ele do que se trata. E ouço a voz tremula do homem do outro lado do rádio.&lt;br /&gt;“O Senhor não acha melhor esperar os reforços para ir?”&lt;br /&gt;Pobre Lomax. Só quer o meu bem. Mas se eu demorar, talvez não sejamos capazes de prender os bandidos.&lt;br /&gt;- Se apresse Lomax. Eu não quero morrer. Não hoje. Over and Out.&lt;br /&gt;Solto o radio em cima da mesa. Trago o cigarro enquanto caminho em passos apressados na direção do elevador. Vou pegar meu carro e vou dar um jeito nesses traficantes. Mas o que é isso? Ouço passos? Paro enfrente ao elevador e olho para trás. E lá vem Mac com um grande charuto na boca e um sorriso canastrão. Carregando dois coletes a prova de balas. Me entrega um e quase me afunda na parede. Gestos bruscos. Denotando a clara insatisfação dele. Velho Maluco. Caminhando ao meu lado de encontro a morte. Maldita cidade. Devolva a alma do meu amigo. Fique com a minha. Entramos no elevador. Mac não fala comigo nem olha na minha cara. Eu coloco o colete. O elevador faz aquele som característico quando está próximo de abrir a porta. Mac me olha. Com os olhos ele me pergunta mais uma vez se eu realmente quero continuar com isso. A porta se abre e eu dou passos decididos na direção do carro. Abro a porta, jogo meu terno no banco de trás. Sento no banco do motorista, ligo o carro e o rádio. Misturado ao som do motor do carro sendo forçado e as cantadas de pneu devido à grande velocidade que eu ia, ouvia-se um blues no rádio. Eric Clapton – Sinner`s Prayer. Adequado eu diria. Sinto algo no bolso da minha calça. O celular. Só pode ser Suzan. Não vou atender. Se eu disser para ela o que eu estou indo fazer, ela vai ficar preocupada, prefiro ignorar. Ao longe, eu e Mac vemos a fazenda. Encosto o carro na estrada. Vamos tentar chegar desapercebidos. Saio do carro, corro na direção do porta-malas. Abro. Mac já estende a mão e pega o rifle automático. Arma de guerra, mas a cidade pede uma dessas. Maldita Cidade. Pra mim, sobra a escopeta e outra pistola. Nada mais justo. Tudo certo, tranco o carro, coloco a chave embaixo do pneu traseiro esquerdo. É o procedimento que eu ensinei para Mac caso algo aconteça comigo e ele tenha que fugir. Mac solta um riso irônico e me estende o dedo médio, deixando claro que não iria sair dali sem mim. Velho Maluco. Caminho devagar na direção dele com um meio sorriso nos lábios.&lt;br /&gt;- Obrigado.&lt;br /&gt;Mac apenas retribui o sorriso com aquele enorme charuto preso aos dentes. Ele olha para o céu e diz: “Lord, have mercy on us...” Eu não posso evitar de rir. Citou a música que estávamos ouvindo. Eu disse que ela era adequada. Acendo mais um cigarro. Preciso fumar numa hora dessas. Eu e Mac vamos caminhando pelo canto mais escuro que encontramos. Nos aproximando da fazenda. Até agora nada. Talvez tenha realmente sido uma denuncia falsa. Eu caminhando lado-a-lado com Mac. Ele tenso e com toda a atenção voltada para salvar nossas vidas. Estamos dentro da fazenda já. Aqui não tem mais mato nem árvores para nos esconder. Se alguém nos ver somos alvos fáceis. Lá no fundo eu vejo uns carros. Uma limusine. Quem esta envolvido nisso tem muita grana. Nossa chance de prender mais um peixe grande. Nos aproximamos devagar. E então nós vemos. Muitos homens armados, eu contei 15 a vista. Um caminhão. E no centro dois homens conversando. Um de terno, muito bem vestido, provavelmente o dono da limusine e outro com roupas mais casuais. Duas partes de um negócio sujo. Duas classes sociais que se odeiam, mas nessa hora, são os melhores amigos. Maldita sujeira, Maldita Cidade. Um som vindo atrás da minha cabeça. Um estalo. Uma arma engatilhando. Seguida de uma voz cheia de soberba de um rapaz que não deveria nem ter 20 anos. “Parados ai, Velhotes...” E um riso escroto de superioridade. Olho para Mac. Ele está na mesma situação que eu. Pisco para ele. Ele entende o recado. Viro pra trás com toda a velocidade que minha idade me permite. Um golpe simples e o garoto é desarmado. Em seguida um soco no rosto, para ele cair no chão e um chute na cabeça para ele desmaiar. Mac faz tudo praticamente igual. Até mesmo com mais eficiência eu diria. Ele é mais jovem, tem mais facilidade. Mac e eu arrastamos os garotos desmaiados para um canto, tentando não chamar a atenção. Em vão. Outro garoto vê a gente bem de longe. Maldita juventude. Como consegue enxergar nessa distância, essa hora da noite. Ele dispara um tiro. Erra, mas erra feio. Mas de qualquer maneira, esse foi o estopim. Todos ouviram o tiro e agora sabem que estão em perigo. Eu e Mac temos que manter eles ocupados, até os reforços chegarem. Penduro a escopeta no ombro, saco as pistolas e começa-se o tiroteio. O garoto que deu o tiro foi facilmente abatido por Mac. Como atira bem esse velho. Me lembra de mim, na idade dele. Corremos a procura de abrigo. Balas voando. Atiro a esmo na direção da Limusine. O ricaço não vai fugir. É ele que eu quero. Ao fundo um som familiar. As sirenes. Boa, Lomax. Demorou mas veio. É um dos poucos homens que se salvam nessa cidade. Maldita Cidade. E as balas continuam voando pelo céu. A minha sorte é que além de Mac ser um excelente atirador, esses capangas não sabem o que fazer com uma arma a uma distancia maior do que 10 metros. Eu e Mac juntos já levamos uns 6. De uma mini-van estacionada em um canto eu vejo uma garota correr. Ela tem os braços amarrados. Um dos homens corre na direção dela. Aponto a arma, aperto gatilho. O homem cai. A garota me olha com os olhos arregalados. Ela não deve ter mais do que 20 anos. Não tenho tempo para trocar olhares. Já dou alguns tiros em outra direção, esperando que a garota seja esperta o suficiente para sair dali. As sirenes cada vez mais perto. Vamos conseguir, Mac. Corremos em outra direção, para buscar abrigo. É aí que eu tenho uma sensação esquisita. Um impacto muito forte no meu abdômen. Toco de leve, por reflexo. Mas que diabos. Está molhado. Levo meus olhos pra minha mão. Sangue. Merda, tomei um tiro. O mundo fica sem som. Minhas pernas falham. Eu tropeço. Com esforço me mantenho ainda em pé, correndo, cambaleando. E eu sinto novamente. O mesmo impacto. Dessa vez na altura do ombro esquerdo. Esse me empurra para trás. O corpo pesou. Eu tento, em vão, fazer um esforço para ficar de pé. A arma escorrega da minha mão. Eu sinto o chão ir de encontro às minhas costas. Tudo o que eu vejo é o céu estrelado. Giro a cabeça para o lado e vejo John. De joelhos. Com o rosto surpreso. Aí então eu entendo a surpresa dele. Lembro que estávamos de colete e ainda sim as balas passaram facilmente por nossas proteções. Calibre pesado. Mac me olha, eu estendo a mão para ele, acreditando por um segundo que seria possível alcança-lo e arremessa-lo para longe. O charuto cai da boca dele. E em seguida, ele vai ao chão. Ao fundo. O homem de terno corre. Forço os olhos para tentar ver quem é. Mas eu tenho 55 anos. Minha visão não funciona mais tão bem como antigamente. É isso. É o fim. Eu não ouço mais nada. Só vejo o corpo de Mac tentando se arrastar para o Magnum .357 dele que está no chão, a alguns metros. Velho maluco. Se meteu nessa comigo, está a beira da morte e não desiste. Tudo culpa dessa cidade. Maldita cidade. Meus olhos estão pesados. Se fechando devagar. Não demora muito e já estão fechados. Não ouço nada. Não sinto nada. Só sinto o meu celular no bolso de trás da calça, vibrando. Suzan... Taylor... Minha amada família. Me perdoem. Do nada eu sinto uma mão no meu pescoço. Ouço um grito: “Ele está vivo. Venham!!!” Faço uma força descomunal para abrir os olhos. Vejo um homem com a jaqueta dos paramédicos. Ele me manda ter calma e diz que tudo vai ficar bem. Giro os olhos, vejo Mac sendo colocado dentro de uma ambulância em uma maca. Os olhos dele estão abertos. Graças a Deus. Sinto alguém colocando algo embaixo de mim. A maca provavelmente. E enquanto o médico prende meu pescoço, me forçando a olhar para cima para me transportar sem colocar a minha coluna em risco, eu vejo a garota. Ela me olha. Ela esta bem. As mãos livres, chorosa, um cobertor grosso a sua volta. Sentada perto de outra ambulância. Ela vai viver. Que bom. O Médico coloca no meu rosto uma máscara para eu respirar melhor. Droga. Ele vai me colocar pra dormir. Eu não quero dormir. Eu quero a Suzan. Malditos médicos... Malditas armas... Malditas drogas... Maldita sujeira..... Maldita Cidade... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Este texto é do Thiago Akino - &lt;a href="http://euxeumesmo.blogspot.com/"&gt;http://euxeumesmo.blogspot.com&lt;/a&gt; - Visitem.. eu recomendo! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Abração.. irmão.. e sócio!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vê se paga a porra do aluguel em dia!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36408646-2600856612473210359?l=apenasoutrashisorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apenasoutrashisorias.blogspot.com/feeds/2600856612473210359/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36408646&amp;postID=2600856612473210359&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36408646/posts/default/2600856612473210359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36408646/posts/default/2600856612473210359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apenasoutrashisorias.blogspot.com/2007/09/que-se-abram-as-cortinas-o-espetculo.html' title='Que se abram as cortinas. o espetáculo retorna...'/><author><name>Malcovich, R. &amp;amp; Camplett, E.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10503236685333675800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_D8hV9D1elGw/Rv_zwu9zd4I/AAAAAAAAAMU/Tpfcpv8F85w/s72-c/Frank.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36408646.post-1375123477690004075</id><published>2007-06-23T16:04:00.000-03:00</published><updated>2007-06-23T16:14:19.909-03:00</updated><title type='text'>Sammuel Günthrie - The Punisher</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/V9PmENiMHrU" width="425" height="350" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;Muito bem, e este Blog abre novamente as portas para abrigar mais um foragido da Lei. &lt;strong&gt;Sammuel Gunthrie&lt;/strong&gt;, o Justiceiro é inspirado no personagem da Marvel Frank Castle - The Punisher. Bem vindos ao mundo doentio da mente de um homem que faz seus proprios julgamentos dentro da sua razão. O que não quer dizer que ele esteja dentro dela a todo instante. O que se passa na mente deturpada de um homem que esqueceu os limites impostos pela sociedade, já que tranpassaram todos os limites de sua vida. &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;Welcome ladies and gentleman, to the Sammy's World.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36408646-1375123477690004075?l=apenasoutrashisorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apenasoutrashisorias.blogspot.com/feeds/1375123477690004075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36408646&amp;postID=1375123477690004075&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36408646/posts/default/1375123477690004075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36408646/posts/default/1375123477690004075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apenasoutrashisorias.blogspot.com/2007/06/sammuel-gnthrie-punisher.html' title='Sammuel Günthrie - The Punisher'/><author><name>Malcovich, R. &amp;amp; Camplett, E.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10503236685333675800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36408646.post-6368493527833249255</id><published>2007-05-29T16:22:00.000-03:00</published><updated>2008-12-09T11:10:47.661-03:00</updated><title type='text'>Hellenne De Bevilacqua</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_D8hV9D1elGw/Rlx-KxU_FtI/AAAAAAAAAA0/TvhSTaaBmxc/s1600-h/rachel_hurd-wood-large.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5070066004017485522" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_D8hV9D1elGw/Rlx-KxU_FtI/AAAAAAAAAA0/TvhSTaaBmxc/s400/rachel_hurd-wood-large.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Despertar.... Os olhos azuis e plácidos se abriam suavemente, como se pudessem iluminar a pele delicada e pálida. Os traços finos e bem delineados que denotavam a incomparável beleza. Os lábios se esticavam em um sorriso pueril. Despertar... Hellenne sorria com o voltar a si. Mas estava tão fraca. A escuridão a qual estava acostumada lhe parecia tão pesada. Ergueu as pálidas mãos de pele retorcida pela ausência de vitae. E então à meia luz da lua se podia ver o rosto de traços belos porem de pele enrugada como se o peso dos séculos houvesse se abatido sobre ela.&lt;br /&gt;- Gale..  – a voz delicada de menina saia entrecortada e fraca – Gale..&lt;br /&gt;Os passos do rapaz poderiam ser escutados quando ele irrompia a câmara sob a mansão dos Bevilacqua. As paredes do lugar repletos de quadros que ilustravam a beleza que ela não podia ver.&lt;br /&gt;- Aqui minha amada Hellenne..  – Gale ofegava.  Os olhos jovens e explendidamente azuis pousavam sobre a mulher.  E por tudo que lhe era sagrado enquanto ainda servia aos desígnios divinos, ela era linda. Ainda com a face desfigurada daquela forma, havia uma beleza encrustrada que fazia seus olhos brilharem intensamente.&lt;br /&gt;E Gale podia sentir a mão ressequida que lhe afagava o rosto lentamente, enquanto ela se erguia graciosamente.&lt;br /&gt;- Preparou o desjejum? – Os olhos doces buscavam os dele. Aqueles dedos finos e retorcidos a enroscarem-se nos densos cachos negros dos cabelos dele.&lt;br /&gt;- Sim minha senhora, eu preparei a câmara, com 100. Não foi tão fácil juntá-los. Mas eu consegui.&lt;br /&gt;- Leve-me até lá... – pedia com uma doçura que derretia toda a alma de Gale.&lt;br /&gt;E ele a carregava nos braços deixando que a camisola de renda branca deslizasse sua barra pelo chão enquanto a transportava pelos corredores da galeria.  – Gale..- E a voz de menina novamente se fazia sussurrar enquanto ele a carregava, quase que num pedido infantil. – Eu estou bonita?&lt;br /&gt;Ele sorria. Não havia ser mais belo para ele em todo o mundo. Mesmo naquela carcaça ressequida ele ainda conseguia estar enebriado pela beleza da pele macia de tempos atrás.&lt;br /&gt;- Como as mais belas noites de inverno minha senhora... – ele murmurava deixando que o nariz tocasse os dela suavemente apenas pela certeza de que ela sorriria com suas presas salientes.&lt;br /&gt;E ele chegava enfim ao que chamava de câmara. Mais um cômodo daquela imensa galeria. E as vozes poderiam ser escutadas. Vozes, lamuriares, choros compulssivos de crianças. Ele a colocava cuidadosamente no chão, para que pudesse abrir a pesada porta de madeira. E os olhos vítreos de Hellenne poderiam contemplar seu paraíso. 100 pessoas estavam ali. 100 mortais coletados por Gale. E ela sorria debilmente.&lt;br /&gt;- Muito bom meu menino.. muito bom..  – E então se dava conta da imensa fome que se abatia sobre seu morto ser, os pés descalços tocavam o chão e ela entrava naquele salão repletos de seres humanos nus. Homens, mulheres, crianças.. bebes.. e os olhos vítreos percorriam todos eles, como se estivesse numa feira a olhar a cor dos mais suculentos legumes.&lt;br /&gt;Gale erguia a manga da camisa negra, e oferecia para ela seu punho. A alimentava com seu próprio sangue.. e a sensação de êxtase em entregar o seu vitae para sua amada senhora era plena a beirar o orgasmo, o rapaz gemia ao sentir as pernas fraquejarem. As pessoas presas naquele salão. E o milagre de Cain se fazia ver diante dos olhos incrédulos e assustados daquelas pessoas. O sangue de Gale que deslizava visivelmente pelas veias quase expostas pela pele retorcida e pálida. Os vazos que se enchiam de um vermelho denso grosso. Que revigoravam um pouco daquela pele. Ela podia escutar o bater do coração de Gale descompassar e então inciar a acalmar-se.. cansado.. rendido.. e ela parava o sugar. Soltava as presas sujas de sangue. E o olhar alienado para aquelas pessoas que gritavam desesperadas em clamor a sua vida. Gale recostava-se à parede de pedras frias e deixava o corpo cair. Os olhos cansados e saciados por ter sido mais uma vez dela. E os pequeninos pés tocavam o chão.. em passos delicados como os de uma bailarina. Sem que ninguém se aproximasse, a porta era fechada violentamente. E ela parava diante de um homem assustado. Os olhos quase brancos as presas e os lábios ainda sujos do sangue de Gale.&lt;br /&gt;- Eu estou bonita?&lt;br /&gt;O pobre homem gaguejava diante da face de sua morte iminente.&lt;br /&gt;- Oh meu Deus.. Oh meu Deus..&lt;br /&gt;Ela irritava-se.. era possivel ver o rosto contrair-se numa careta de birra... ele não só não lhe respondia como tinha coragem de dizer aquele nome em vão. E o homem era erguido do chão. Debatia-se.. enquanto as outras pessoas tentavam se esconder. Tentavam escapar do que não havia saída. E o martírio do homem chegava ao final quando as pernas se abriam em tamanho ângulo que o abria ao meio..  e era rasgado, o ruído de carne rasgando, ossos quebrando... e o sangue a jorrar sobre o rosto da mulher que deliciava-se com o banho de vitae.. e oi abria até que o cérebro pendesse e caísse ao chão partindo-se em pedaços.. o coração era arrancado da caixa torácica e levado aos lábios que comiam com voracidade. Era apenas a primeira carcaça.. e a pele ia revigorando-se pouco a pouco.. esticando-se sedosa sobre os ossos e músculos que ganhavam vitalidade. E os braços do abismo deslizavam por aquela sala.. empurravam pessoas contra paredes.. brincavam de aterrorizar suas vitimas enquanto ela tinha a camisola outrora branca banhada em sangue e viceras. E então um choro inocente lhe chamava a atenção em meio a tantos gritos. Os olhos azuis vertiam para a criança no colo de uma mulher. Um bebe.. Ela inclinava a cabeça na direção do pequenino, enquanto a mulher meneava negativamente a dela, tentando em vão proteger aquele pequeno corpo.&lt;br /&gt;- Não.. não. Não..&lt;br /&gt;Ela sorria, a cabeça inclinada levemente, o sorriso estirado no rosto que já estava mais juvenil e a mulher sentia a força dos braços que eram arrancados e jogados para o lado caindo diante dela.. e os braços do abismo tomavam a criança para si, e arrancavam a cabeça da mulher.. trazendo-a para Hellenne.. que bebia da medula o vitae antes de joga-la para o lado e permitir aos olhos brancos vislumbrarem o bebe.. Ela sorria com a criança no colo. Sujando a pele do bebe de sangue, e a criança chorava assustada pelos gritos e então como que por encanto, ao vislumbrem os olhos que se tornavam vítreos novamente, na face que se fazia bela e delicada ainda que banhada em sangue a criança parava de chorar.. sorria encantada com os pequenos bracinhos a tocarem o rosto da mulher. Hellene deixava que os lábios tocassem as mãos pequeninas em sorrisos delicados.. e então vinha novamente a imagem do predador. As presas exibiam-se e rasgavam violentamente o rosto do bebe. Arrancavam pedaços da face.. e dilaceravam todo o pequeno corpo que tinha entre os braços. Deixando apenas a carcaça do que outrora fora um belo e rosado bebe ao chão. Ela sentia-se rejuvenecer a cada nova vitima que fazia naquela caçada doentia e violenta. E as horas corriam noite adentro. Gale escutava aolonge os passos delicados e abria os olhos lentamente. A vista turva lhe permitia ver belos e pálidos pés banhados em sangue, peles e víceras. Uma camisola molhada de sangue que grudava à pele, denotando as coxas bem torneadas o corpo esguio de curvas delicadamente bem talhadas. Os seios rijos e medianos. Os cabelos ruivos mesclavam-se à cor rubra que agora lhe cobria o corpo. E os olhos azuis tão claros adornavam o rosto de uma beleza sem igual. Ela lhe afagava os cabelos levemente.&lt;br /&gt;- Como eu estou Gale? – Ela o tomava nos braços. Gale era o único ser que tratava com certo carinho, pela necessidade de te-lo perto. Mordia o próprio lábio agora tão vermelho e convidativo e deixava que o sangue vertesse dele para os lábios do rapaz. – Vc também precisa de um desjejum...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36408646-6368493527833249255?l=apenasoutrashisorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apenasoutrashisorias.blogspot.com/feeds/6368493527833249255/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36408646&amp;postID=6368493527833249255&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36408646/posts/default/6368493527833249255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36408646/posts/default/6368493527833249255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apenasoutrashisorias.blogspot.com/2007/05/hellenne-de-bevilacqua.html' title='Hellenne De Bevilacqua'/><author><name>Malcovich, R. &amp;amp; Camplett, E.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10503236685333675800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_D8hV9D1elGw/Rlx-KxU_FtI/AAAAAAAAAA0/TvhSTaaBmxc/s72-c/rachel_hurd-wood-large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36408646.post-116869737965251970</id><published>2007-01-13T11:07:00.000-03:00</published><updated>2007-01-13T11:09:39.673-03:00</updated><title type='text'>Baker, Robert - The Loser</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7176/4068/1600/330812/Robert.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7176/4068/400/260552/Robert.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Union Grounds, Brooklyn, estádio lotado para o jogo do ano da liga mundial. New York Yankees contra Chicago Cubs. Os Yankees estavam perdendo por 10 pontos. Mas ainda não tinham lançado mão do seu melhor batedor. Robert Baker. E o Técnico Willian Munroe contava com isso. Mas não contava com a farra de Robbie na noite anterior. Não contava com as bebidas, as mulheres e a maconha, com o chegar pela manhã em casa e o corpo inteiro de seu melhor batedor da temporada pedir repouso. *flash* Robbie estava no vestiário, suava, as olheiras indicavam a noite perdida e regada a álcool e drogas. Alem do sono perdido que mal o deixava permanecer com os olhos abertos. Escutava o juiz gritar “Strike Out” mais uma vez para Gonsalez  e meneava a cabeça.. logo teria que entrar em campo e seria o vexame mundial., segurava nas mãos o boné vermelho e branco do time. Justamente em sua estréia... *flash* “Hey Robbie, ta tão mal assim?” Escutava a voz de alguém que conhecia bem, que era seu amigo, sim John era seu melhor amigo. “Tenho uma coisa que pode ajudar a gente, cara... eu também não estou nada bem... “ Os olhos de Robbie voltaram-se para o rapaz alto de cabelos castanhos lisos que caiam aos olhos verdes e tão intensos de John. “O que, John? Um despertador pra eu colocar dentro das calças?” John sorriu sentando ao lado dele, colocando o boné sobre a perna e inclinava um pouco o corpo “Vc fica sempre com esse mal humor quando não dorme? Se for, coitada da mulher que resolver dar uma trepada bem dada com você.. eu tenho aqui uma coisa que vai deixar a gente novinho em folha, cara” Robbie semicerrava os olhos para o amigo que agora sentava tão perto e falava em sussurrares “ Que coisa?” John sorriu e se inclinou ainda mais para o amigo, retirando do bolso alguns comprimidos. “aqui está o pó de pirlimpimpim.. isso vai deixar vc mais ligado do que se estivesse em uma tomada de 220v” Entregou com todo o cuidado os comprimidos para Robbie e podiam escutar novamente “Strike 3 – fora!!!” Menos uma chance para os Yankees, maior o desespero para Robbie ele respirava fundo dividido entre olhar para aqueles pedacinhos brancos na mão de John e a saida do vestiário para o banco, engoliu em seco sabendo que em breve o chamariam. “Anda Robbie, que ta esperando? A imprensa está toda aí. Vai querer pagar esse mico mundial? Vai ser chacota de toda a Liga e ainda arriscar perder o contrato?” Robbie olhou novamente para o amigo que provavelmente tomaria aquele troço tambem. E tomou da mão de John os comprimidos, enfiando na boca de uma vez, engolindo seco “certo.. agora usa isso..” Mostrava uma seringa fina Robbie olhou para a seringa sem entender “O que é isso agora?” John sorriu retirando o lacre da agulha e batendo com o dedo nela suavemente “Isso é o seu passe de expresso... anda.. deixa de ser frouxo.. “ Já estava na fogueira, havia tomado os comprimidos, arregaçava a manga da camisa expondo o braço “tomara que isso não me mate” John sorria enquanto aplicava sobre a careta de Robbie “ta ficando muito frouxo sabia Robbie. Acho que é o estrelato lhe subindo a cabeça... “ Sentiu a dor no braço, mas no momento nada mais que aquilo.. Achou até que fosse no fim, uma brincadeira de John.. restava agora esperar *flash* “Robbie, o Munroe quer vc agora! Ta na hora garoto!! “ Era a voz de Mike o assistente do técnico que descia para chama-lo. Robert olhou para aquele rosto amigável, tão diferente do técnico. “Ta na hora?” Mike riu, descendo as escadas de dois em dois degraus. “Escuta Yankee... é a nossa chance.. só temos você agora, ou seremos trucidados pelos Cubs, então.. antes que o velho Munroe venha ele mesmo lhe puxar pelas cuecas, eu proponho que levante agora deste banco, suba lá e rebata aquelas bolas, como se fosse acertar os culhões de Deus, hm?” *Flash* Aplausos. Estádio lotado e torcedores que gritavam extasiados seu nome. Era final de campeonato da liga mundial. Os olhos acostumados a meia luz do vestiário e ainda cançados da noitada insistiam em se fechar sob os holofotes. Faixas, flashes de máquinas, o locutor que anunciava nos auto-falantes. “E o New York Yankees guardou o melhor para o final, estão trazendo a sensação da temporada, o jovem Robert Baker, não é verdade Moranis? “ “Sim, sim, Ed.. o Yankees trás o novo nome, dizem que investiram uma boa grana no garoto conhecido como punhos de aço. Baker fez uma temporada brilhante no Angels e agora é a vez de brilhar como estrela principal dos Yankees, esperamos que ele seja realmente tudo o que a equipe está prometendo, Ed.” Robert colocava o boné sobre a cabeça, recebendo de Mike o taco, não olhava para o técnico que ao lado lhe dava as instruções, não olhava para o campo, ou para os jogadores nas bases. Olhava o público. As milhares de cabeças que acentuavam e davam cores as arquibancadas, as luzes, as luzes piscantes das máquinas fotográficas, as faixas, estalava o pescoço e seguia para a extremidade do campo.. o lançador do Cubs já estava preparado para mandar a bola.. “Pronto?” Robbie batia o taco no solado do pé.. e preparava-se. Pq o corpo ainda doía um pouco? Pq aquela droga não fizera efeito instantâneo? Sacodiu a cabeça de leve e manteve-se na posição. Silêncio no estádio inteiro e vinha a primeira bola, ele sequer teve reação a bola passava livre por ele. “Strike-out!” Respirou fundo, começava a suar. E uma sensação estranha a percorrer o corpo. O Lançador preparava-se novametne.. e ele abria os olhos, forçando-se a focar a visão. Segunda bola, e ele foi apenas lento demais, se tivesse pego.. “Strike-Out” Respirou fundo o corpo já não doía e parecia incrível aquilo. Aquela sensação de que tudo estava bem. Estalou os ombros mais uma vez e girou o boné para trás. Bateu novamente o taco sobre o sapato e balançou levemente no ar. Parecia que sua velha concentração voltava para sua mente. E vinha a bola e para ele ela parecia tão lenta. Tão lenta que foi extremamente fácil acerta-la e manda-la direto para a murada do estádio “Ele acertou Ed!!! Ele acertou e olha para onde ele mandou essa bola!!! “. A ovação e seu nome ecoando pelas bocas dos torcedores enquanto ele fazia o “Home Run” dando a volta inteira pelo campo, nunca esqueceria a cara de felicidade do técnico. Naquela noite ainda marcou mais 3 “Home-Runs” dando a vitória aos Yankees. Robbie saiu de campo aclamado pela torcida, pela imprensa, e pela comissão técnica. *Flash* “Aew Robbie!!! Porra cara foi demais aquilo!! Como é que vc conseguiu?” “Cara eu nem sabia como acompanhar a bola, foi demais!!” E eram tapinhas e mais tapinhas nas costas, cumprimentos dos amigos até a voz de Mike ser novamente escutada. “Muito bem bonecas, a comissão da MLB está pedindo exame antidopping...” e saia distribuindo os coletores de urina “Portando meninas todo mundo fazendo pipi no copinho pra mostrarmos a eles que os Yankees são machos de verdade e não precisam de droga para trucidar qualquer um que passe no caminho deles!! Mais gritos desta vez dos companheiros de equipe. Apenas Robbie não gritou. Estava ocupado demais com as voltas que seu estomago começava a dar de forma tão aguda. Suava e recebia das mãos de Mike seu coletor com o nome gravado. Os olhos buscaram John aterrorizados, o amigo deu de ombros, como se não soubesse que passariam por aquilo.. Não tinham como saber... *Flash* tempo.. tempo..tempo tic..tac.. estava sentado naquele vaso já havia tanto tempo, com o coletor entre os dedos.. o olhar desesperado do medo, tremia.. não podia fazer urina naquele negocio mas se não fizesse era uma testado de culpa.. e daí? Era culpado mesmo e de qualquer jeito. Escutou o bater na porta com maior intensidade “Hey Yankee.. ta na hora de sair do banheiro, está com algum problema, Robbie? É para coletar urina, não esperma... não havia mais tempo.. não havia mais jeito. *Flash* Abria a porta e tudo lhe parecia em câmera lenta e vozes distorcidas, quando entregava para Mike o frasco com o liquido amarelado e recebia a dor fina da agulha coletora de amostra sanguinea no dedo. Podia escutar o próprio respirar como se fosse um tufão enfurecido. *Flash* O retorno dos técnicos, junto com o representante do departamento médico da MLB e caminhavam até ele no banco, Robert estava de cabeça baixa, segurando seu boné, olhando insistentemente para as listras vermelhas no pano branco. “Robert Baker.. seu exame... deu positivo. Encontramos fragmentos de Corticotrofina e Efedrina em suas amostras coletadas.” *Flash* Podia ver o desgosto de seu treinador, o pesar de Mike e tudo parecia ainda mover-se em camera-lenta e imagens distorcidas *Flash* “Você está suspenso da Liga Mundial” *Flash* “Uma vergonha para os Yankees, vc não merece usar esta, camisa Baker, estamos rompendo o contrato.” *Flash* “Vc está fora! Strike-out!” O olhar corria por aquele vestiário e encontraram John. O exame dele havia dado negativo. Podia jurar ver naquele mover de ombros de descaso, o sorriso de contentamento quando Munroe passou por ele, batendo no ombro de John levemente. “A posição é sua Collins. Amanhã cedo no campo para o treino.” *Flash* Fechava os olhos, traição, vergonha, perda, destruição dos sonhos de uma vida inteira e o bip surdo, chato e repetitivo, daquele despertador desgraçado. Estirava o braço para tentar encontrar aquela invenção do demônio e atira-lo contra a parede e silencia-lo de vez.. E o pingar. Constante e irritante bem no meio de sua testa arrancando-o daquele sonho maldito mais uma vez. Um sonho de recordações. Esfregava os olhos e o ruído dos carros que seguiam próximo a seu apartamento vagabundo no Brooklyn ajudava a despertar o corpo. 10 horas da manhã de mais um dia. E para Robbie, um dia, era apenas mais um dia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36408646-116869737965251970?l=apenasoutrashisorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apenasoutrashisorias.blogspot.com/feeds/116869737965251970/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36408646&amp;postID=116869737965251970&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36408646/posts/default/116869737965251970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36408646/posts/default/116869737965251970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apenasoutrashisorias.blogspot.com/2007/01/baker-robert-loser.html' title='Baker, Robert - The Loser'/><author><name>Malcovich, R. &amp;amp; Camplett, E.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10503236685333675800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36408646.post-116328495500371785</id><published>2006-11-11T19:25:00.000-03:00</published><updated>2006-11-11T19:42:35.033-03:00</updated><title type='text'>Lembranças...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7176/4068/1600/kyozin.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7176/4068/400/kyozin.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;  &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Os olhos azuis olhavam para o alto, até onde a vista poderia alcançar o final dos arranha céus de metal que faziam parte de Tokyo naquela época. O vento se incubia de bagunçar-lhe os cabelos negros com algumas mechas de um tom de vermelho sangue, que lhe caiam nos olhos imaculadamente azuis, atrapalhando assim para onde ele pretendia olhar. Era meio dia, e não havia sol. Ele era constantemente tomado pela densa névoa que tomava a cidade todos os dias. Um ar constantemente pesado e que dificultava uma previsão segura de climas. Haviam dias quentes como um deserto escaldante, e outros tão frios quanto os trópicos. E talvez para Kyo fosse ainda pior. Habitava o subúrbio. O lugar para onde era mandada a “escória”. Quem não fazia parte do novo mundo criado graças a mão e a ambição de Masasume. Crispava o rosto enquanto arrumava a camisa de lã negra que lhe caia sobre o corpo sobre a camisa básica num tom de grafite. Ajudavam a passar o frio. Descia os olhos calmamente para a frente e os olhos iam acompanhando a estrutura metálica ser engolida pela muralha de pedras e concreto. Os muros que separavam a nata do estorvo. Por alguns segundos fechou os olhos ao sentir o vento forte novamente trazendo desta vez a poeira que vinha junto consigo dos esgotos. E podia ter a total visão de seu passado. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;- Ei chibi! Não corra para lá! É perigoso!!&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Não escutava, com 10 anos de idade qualquer criança iria querer apenas brincar e para ele era algo novo, havia uma fenda na muralha, e dava para ver os campos verdejantes que a tecnologia cria sintéticamente ou holograficamente, mas era lindo para seus olhos infantis. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;- Vem Raiko!! – Chamava a amiguinha de travessuras, tomando-a pela mão enquanto ignorava os gritos de seu irmão mais velho.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;- Kyo-Kun!!! É perigoso! Ryu está falando para voltarmos!!&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;- Raiko-chan é medrosa!! – Fazia uma breve careta parando os passos pouco antes de cruzar a linha limite.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;- Raiko não é medrosa!!! – Ela soltava-lhe a mão para cruzar os pequeninos braços sobre o peito e fazer aquele doce bico que as meninas aprendem tão cedo para dobrar qualquer pessoa. Os cabelos negros dividos e presos com elástico de bichinhos em dois cachos no alto da cabeça. – Raiko só sabe que para lá não podemos brincar e Ryu-san vai ficar nervoso com a gente, e vai brigar com a gente quando voltarmos.. vamos voltar Kyo-kun&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;- A gente já chegou aqui, Raiko!! – E o pequeno dedo apontava para a muralha na direção da fenda que exibia o pouco do colorido que poderia haver ali dentro, e a tomava pela mão novamente se preparando para correr em disparada até a muralha.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O jovem que os seguia de longe havia parado despreocupado imaginando que eles voltariam com a parada e o emburrar da pequena Raiko, mas não. Eles corriam de novo e desta vez Kyo parecia decidido a cruzar a linha de limites.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;- Kyo!!! Não!!!! – O jovem corria desesperadamente na direção da muralha, os olhos escuros arregalavam-se na direção do irmão que corria despreocupadamente na frente. – Volte!!!&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;A voz metálica se fez ouvir. Alta tecnologia desenvolvida pela organização que trabalhava com as armas bélicas de Tokyo, e atualmente acabava por alimentar tanto a guarda de segurança como os próprios bandidos. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;- Atenção . Afastem-se da muralha. Ultimo aviso. Voltem para a linha limite. Afastem-se da muralha!&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Os olhos azuis de Kyo voltaram-se para a direção de onde vinha a voz, mas o pequeno não conseguia ver alem das cinzas muralhas. Não conseguia ver os canhões no topo e os olhos de agora fechavam-se num controlar da lágrima insistente que queria brotar no rosto, com o cerrar dos punhos ao longo do corpo.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;- Kyo!!!! – O Jovem Ryu não dava ouvidos para a gravação, precisava retirar o irmão da zona de perigo, e esticava as mãos na direção de onde ele estava.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;- Ryu-san! – Raiko assustava-se com o grito do rapaz, com a voz metálica que para ela era tão assustadora quanto o próprio monstro do armário que ela jurava ver todos os dias quando visitava os primos. E soltava a mão de Kyo para correr na direção de Ryu, e na pressa, no desespero de fugir daquele lugar tão assustador que os adultos contavam como proibido o pequenino coelho rosa de pelúcia caia. – Satoshy!! – Ela parava para buscar o bichinho novamente e o som dos projeteis eram escutados. E a mão de hoje tapava os ouvidos num crescente desespero, sem conseguir conter as lagrimas que os olhos azuis de antes vertiam naquele mesmo momento quando escutou os disparos. Quando viu o pequenino corpo de sua amiga e amada prima caindo no chão sem sequer ter tempo para gritar. Alvejado e o sangue, era tanto daquele liquido vermelho que só depois ele conseguiu entender o que era. Espalhado pelo chão, pelo coelhinho de pelúcia. E o segundo corpo caia de joelhos, os olhos arregalados na direção dele, a voz quase muda que fugia da garganta de onde escava o vitae. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Ryu levava a mão ao peito e a olhava, contemplando o próprio sangue, em segundos o que seria a própria morte. E mais vozes vinham em desespero. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;- K...yo.. – murmurou sentindo que mais sangue lhe subia a garganta, que a vida aos poucos ia deixando seu corpo.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;- Ryu!!! – A voz da mulher que vinha logo atrás em uma corrida desenfreada ao ver o filho de joelhos, ao vislumbrar o corpo da pequena ao chão.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;- Para trás da linha, afastem-se da muralha!&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Mas que mãe daria ouvidos a um aviso metálico quando seu filho se encontra morrendo diante de seus olhos? A Senhora Hosokawa gritava levando as mãos à boca. Já havia perdido o marido numa das lutas entre gangs e a segurança. O pobre Toboe não esperava passar pela via escura bem no momento em que haveria um embate das duas forças alimentadas de armas, e agora via seu filho mais velho prostado de joelhos no chão e por Deus, onde estava Kyo? &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;- Ultimo aviso, afastem-se da linha limite.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Ryu ainda conseguiu olhar para trás, os olhos outrora negros e vividos num tom de palidez. E eram frações de segundos, o pequeno Kyo gritava, desesperado sentindo as lagrimas molharem os olhos de antes, enquqanto os de hoje eram enxutos pelas costas da mão enluvada, de onde os dedos escapavam. E o ruído dos estampidos, o vestido florido da Sra. Hosogawa tingido de um rubro escuro e denso, quando ela abraçava o filho mais velho que perdia as forças em seus braços. Os olhos azuis como os de Kyo que perdiam o brilho assustado e ela em seu amor maternal conseguia forças para erguer-se. Ryu estava morto, a pequena Raiko também. Restava Kyo petrificado próximo a muralha. Ela caminhava para ele, chamando-o pela mão e o abraçava, sentindo o sangue lhe fugir das pernas, das mãos, o frio que tomava seu corpo inteiro naquela manhã de primavera. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;- Mamãe! – Kyo abraçava-se a ela, tendo o rosto tingido do vermelho sangue que manchava o vestido dela&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;- Shhh. – Engolia forçadamente a própria saliva enquanto no abraço usava o corpo debilitado para proteger o corpo do filho e caminhar de volta para a linha limite.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;- Afastem-se da muralha. Ultimo aviso! &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;E novos estampidos, restavam dois passos. E a cabeça de Kyo se erguia para a expressão de dor de sua mãe. Para os olhos que se abriam assustados. Para o sangue que brotava ao lábio. E o rosto de hoje abaixava contendo o choro, contendo a dor, a raiva, tendo os cabelos negro e vermelho a cobrir os olhos. E a Sra. Hosogawa caia de joelhos, tendo o corpo a escorregar pelo do pequeno, a mão dela a segurar a dele. Os olhos amorosos a pousarem sobre os dele numa forçada e dolorida despedida. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;- Ma..mãe? – Não havia mais voz para o pequeno e assustado Kyo. Em minutos tinha um lar, uma família que o amava, e agora? – Por favor mamãe, vamos para casa..&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Vamos buscar ajuda pra buscar Ryu e Raiko-chan!! – E os pequeninos dedos seguravam com força a mão pálida da mãe, que já não conseguia conter as lagrimas por sentir a vida partir e abandonar o pequeno daquela forma. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;- Ultimo aviso. Para trás da linha limite!&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Novos estampidos e nova expressão de dor da mulher que usava seu ultimo resquício de força, aliado ao desespero do amor de uma mãe para empurrar Kyo para o outro lado da linha, ao tempo em que o corpo caia ao chão inerte e sem vida. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;- Ocaasaaaaaaaaaan!!!!! – Gritava com os olhos assustados sobre o corpo que jazia inerte sobre a imensa poça de sangue que se formava.. E Kyo gritava ajoelhado sobre a linha, tomando a mão da mãe para si, puxando-a como podia para o outro lado, arrastando-a sobre a areia - Mãe, ocaassan fala comigo ocaassan!!!  E o pequenino e fragil corpo debruçava-se sobre a inerte mulher em seu colo, a tentar limpar-lhe a areia do  rosto, tentando em vão devolver-lhe o sopro da vida, em meio a beijos, a lagrimas que vertiam dos olhos  azuis .  E as mãos de hoje se abriam novamente , acompanhando o respirar  pesado .  8 anos haviam se passado desde então , e ali estava Kyo, os cabelos  vermelhos e negros  a  mover com o vento,  os olhos azuis  sobre a mesma muralha, os pés atrás da mesma linha.  Era hora de dar o troco. &lt;span style="display: none;"&gt;e para si, puxando-a como podia para o outro lado, arrastando-a sobre a areia - Mue que se formava.a para a linha limite.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="display: none;"&gt;ia as&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36408646-116328495500371785?l=apenasoutrashisorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apenasoutrashisorias.blogspot.com/feeds/116328495500371785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36408646&amp;postID=116328495500371785&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36408646/posts/default/116328495500371785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36408646/posts/default/116328495500371785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apenasoutrashisorias.blogspot.com/2006/11/lembranas.html' title='Lembranças...'/><author><name>Malcovich, R. &amp;amp; Camplett, E.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10503236685333675800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36408646.post-116274569176582845</id><published>2006-11-05T13:45:00.000-03:00</published><updated>2006-11-05T13:54:51.786-03:00</updated><title type='text'>E em uma noite insone em Gotham City...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7176/4068/1600/avatar.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7176/4068/400/avatar.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Bom.. o que acontece quando três amigos sem ter muito o que fazer se reunem no MSN numa madrugada de domingo? Quando dois estão numa sala de bate-papo esperando para dar seguimento a um jogo de RPG e alternam-se entre quedas e quedas dos participantes, e o outro sem ter mesmo PN para fazer executa uma proposta tentadora? Ora. Eles vão se tornar Combatentes do Crime!!! E assim surge a The Shit Pictures.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;E em mais uma noite de tédio em Gothan City...&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 51);"&gt;Batman:&lt;/span&gt; voltei menino prodígio..&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Asa Noturna:&lt;/span&gt; aonde vc foi homem morcego&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 51);"&gt;Batman diz: &lt;/span&gt;vc falou pule, menino prodigio e eu CAPOFT despenquei do alto da torre de Gothan&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;§Asa Noturna§ diz:&lt;/span&gt; vc e essa sua mania de sumir enquantoa g ente fala u.u&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 51);"&gt;Batman diz:&lt;/span&gt; culpa do meu cinto de inutilidades Robin&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;§Asa Noturna§ &lt;/span&gt;diz: cade o Alfred nessas horas? Robin é o #@$¨$$% eu sou o Asa Noturna! Asa Noturna&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 51);"&gt;§Batman§ diz:&lt;/span&gt; certo certo asa noturna&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;§Asa Noturna§ diz:&lt;/span&gt; isso...e tipo... o Batcarro ta com água no radiador u.u&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 51);"&gt;§Batman§ diz:&lt;/span&gt; Raios.. como se não bastasse acabar a pilha do ventilador de painel Asa Noturna.. Agora vc vai ter que me abanar até a delegacia&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;§Asa Noturna§ &lt;/span&gt;diz: te abanar? Batman você precisa sair mais... sei lá vc ta ficando o tipico quarentão virgem&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 51);"&gt;§Batman§ diz: &lt;/span&gt;Tudo bem Asa Noturna eu sei que seu estado fresco de ser nos deixa sem a precisão de usar o ventilador de painel do Batcarro.. ¬¬ e é melhor que esqueça mesmo fatos passados ou eu seria preso por pedofilia.. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;§Asa Noturna§ diz:&lt;/span&gt; não to falando? Sua mente ta podre, ta até pensando coisas estranhas...o que vc anda fazendo com o Robin? Eu eim... sempre fui mais a Batgirl&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 51);"&gt;§Batman§ diz:&lt;/span&gt; Asa Noturna.. vc sofreu de Magnésia? Vc era o Robin.. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;§Asa Noturna§ diz:&lt;/span&gt; Você bateu a cabeça? o Robin é o Drake eu deixei de ser pq num te aguentava...se é muito chato sabia? Aí a Batgirl saiu...nem tinha mais oq ue fazer aqui...e aí posso ligar o batsinal hj?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 51);"&gt;§Batman§ diz: &lt;/span&gt;*olhando para o ex menino prodigio, e como não existe ex-politico, ex-ladrão,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;nem ex-viado, Asa Noturna seria sempre, sempre o Robin.. * Certo, agora pare com essa troca de amabilidade e vamos trabalhar.. só pq se emancipou tá achando que é gente.?! *arrumando a capa* ande.. ligue logo o batsinal, hj!&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;§Asa Noturna§ diz:&lt;/span&gt;*¬¬* Que que você ta olhando? A demorou, achei que agora você só falava. E so sim, eu tomo conta do meu pedaço...você que fica pedindo ajuda *Estrala o pescoço e vai até o batsinal, quem nunca quis ligar aquela joça? até o Batman deve se corroer de vontade. Liga* uuu&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 51);"&gt;§Batman§ diz: &lt;/span&gt;*crianças.. elas sempre querem brincar de ser vagalume.. u.u* Olhava para Asa acendendo o batsinal.. * Muito bem Asa Diurna.. agora vamos esperar que o Comissário Gordon nos envie um batsinal tb, e até hj eu não sei pq não usamos e-mails.. globalização oras.. u.u.. *e como por encanto o outro sinal do morcego peitudo surgia do outro lado da cidade* Olhe Asa Madrugal.. o batsinal do comissario!&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;§Asa Noturna§ diz: &lt;/span&gt;O rato de asas sussega *Vira o batsinal lançando a luz em você* Hunf...engraçadinho esse morceguinho hoje né *Volta o feixe pro céu, olha o outro sinal* Perde a magia...vai ver isso aí assusta alguém... ou talvez o comissario gosta de brincar com isso *Sai correndo pegando a corda e pula do predio prendendo a corda na beirada, vai descendo indo até a moto*&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 51);"&gt;§Batman§ diz: &lt;/span&gt;*cruzando os braços com a capa a cobrir dando o ar assustador a imagem no alto do predio.. fechando os olhos quando o zé mané atira o feixe de luz * Pq não enfia esse batsinal na .. *parava de falar o ex menino prodigio ja descia correndo* Essa juventude apressada de hj em dia.. *saltava seguradno na corda, ja parando ao lado do batcarro, abrindo o capoo.. e o ziper da calça para enxer o radiador* Merda.. Asa da tarde pq não desceu com uma garrafinha de coca cola com agua!?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;§Asa Noturna§ diz: &lt;/span&gt;*Recolhe a corda a guardando, e corre até a moto subindo rapidamente nela, olha o retrovisor da uma treinada em uma cara de mal. Liga a moto e acelera saindo, te olha de lado e joga um todinho* hehehe faça bom uso chifrudo *Olhando o batsinal de relance enquanto acelera*&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="color: rgb(255, 102, 0); font-weight: bold; text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;Robin § Ow batman, me veja o seu Bat saco para mim puxar! foi adicionado&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;à conversa.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 51);"&gt;§Batman§ diz:&lt;/span&gt; ¬¬ *entrando no Batcarro de uma vez ligando e acelerando o motor de fusca que o Alfred colocou no lugar do original, parando na esquina para pegar o novo menino prodigio* Que cabelinho de gay robin.. entra no carro que temos que impedir mais um crime e o Asa aurora boreal já esta na frente&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Robin § diz: &lt;/span&gt;*passa a mão no cabelo e olha para Batman fazendo uma cara triste* Ow deus, achei que o senhor gostaria *entrando no bat carro, e colocando o bat cinto de segurança* vamos Batmannnn, motores ligados *apertando alguns botoes no teto* pronto para a decolagem&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;§Asa Noturna§ diz:&lt;/span&gt; *Olha pelo retrovisor* Morcego tosko, não vai tomar o todinho *Observa o Robin* Cara...agora eu sei porque o chifresman me chamou...olha esse muleque. Opa!! *olha pra frente e desvia de um carro, atravessando a cidade indoaté o sinal* Essa merda tinhaq ue ser longe assim?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 51);"&gt;§Batman§ diz: &lt;/span&gt;õO *deve ser sina.. todo menino prodigio é meio gay.. acelerando o bat carro pela cidade passando num VUCO VUCO tão rapido que faz a motoca do Asa dia a dia girar na pista.. logo chega ao centro da cidade, e o banco de gothan estava sendo invadido pelo CU - RINGA* Oh não Menino prodigio.. é cu RINGA.. *parando o carro quando granadas de gas do riso verde eram atiradas no batcarro*&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Robin § diz:&lt;/span&gt; Ow não o CU ringa não *pulava pra fora na fumaça verde do riso, que por deus nao conbinava com suas vestes laranja ofusquete e saia em meio a fumaça* Oww não! meu vestido de festa está cheirando a fumaça de bombasdegáslançadascontr obatcarropeloCu ringa *falava tudo na mesma frase enquanto puxava o bat disco* é hora da violenciaaaa!!!!&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;§Asa Noturna§ diz:&lt;/span&gt; *Com um reflexo e habilidade que o chifrudo já não poderia ter mais, Asa noturna consegue manter a moto bem na pista, acelera mais alcançando. Ve o CU-RINGA* Ahhh mas é agora *para a moto antes do gás se espalhar, deixnaod o batman na frente, pega os dois bastões* Prepara seu CU_RINGA porque não ta lubrificado *faz cara de mal e vai indo até o batcarro* Vai lá muleque assopra a fumaça *Empurra o Robin la pra dentro*&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="color: rgb(204, 51, 204); font-weight: bold; text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;Robin § diz: [por que eu tenho que ser viado? -.- eahueahuaehueuaeuhea sacanagem]&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Robin § diz:&lt;/span&gt; *em um ato de furia e ciumes pelo pentiado fashion hayr de Robin o garoto (ou garota) prodigio, é lançado na fumaça e começa dessesperadamente assoprar a fumaça fazendo um biquinho* Fuuuuuuu fuuuuuuuuuuu fuuuuu aiiii fuuuuuu fuuuuuu *girando enquanto assopra* Socorro vo morre intoxicadoooooo fuuuuu fuuuuu  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 51);"&gt;§Batman§ diz: &lt;/span&gt;*depois de ver mais uma demonstração gaysistica de seu parceiro e de Asa visão noturna conseguir equilibrar a moto, batman pisa com sua bota luis XV - opa.. risca esse detalhe no script - no chão sendo envolto pela fumaça vede do gass do riso do CU-ringa.. e o Asa DIU Noturna empurrava o menino prodigio para frente que soprava com seu biquinho purpurinado a fumaça* Oras oras menino prodigio, quantas vezes eu terei que te ensinar qeu não é assim que se sopra? Tem que fazer um biquinho frances.. *e ia para frente empurrando Asa de galinha noturna para o lado fazendo um biquinho* Mercy beau cufssssssssssssssssssssssssssssssssss * soprava com todo o ar dos seus pulmões recem pintados de rosa choque e a figura macabra nefasta de CU_RINGA surgia diante deles* NYAHAHA EU VOU TE PEGAR HE-MAN!!! *ops.. desenho errado* HAHAHAHAHAHAHHA VCs não me pegam super gayroes!&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;§Asa Noturna§ diz:&lt;/span&gt;*Olhando o Robin e começando a rir* Porra Chifreman, arranjou uma batgirl nova?? *Ve o Batman indo soprar* Macacos me mordam Batman, até tu? Essa capinha não engana ninguém *Bate um bastão no outro* Agora só sobrou eu, o grande Asa Noturna yooo *joga a corda no alto do predio, sobe e corre passando por cima da fumaça* Agora... agora você vai sentir o poder dos bastões *Pula la de cima em cima do carro do CUringa que começava a sair, se segura no teto* Pelos chifres do Batman, alguem para esse carro&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Robin § diz: &lt;/span&gt;Tá bom ó bat mestre e senhor *ouvia as palavras do senhor bat enquanto ele assoprava a fumaça verde que dava um toque todo pessoal aos olhos brancos do seu senhor bat poderoso quando via a figura do Cu_ringua surgir na sua frente se assustava e dava um pulinho para trás apontando o dedo para ele* que isso nao se repita eim! *e olhava para o batchefe e depois para o Asa chester diurna que via com o carro corria* É MINHA HORA DE BRILHAR!!! purum purum!! PELOS PODERES DE GAYSCOU!! *fazi as posições do He-man e quando ia falar "eu tenho a força " declamava* EUUUU QUEIMO A ROSCAAAAA!!! *e começava a brilhar em um tom rosa nenen* yahhhhhh morra Cu_ringaaaa *lançava o pó de purpurina junto com o raio lasear no carro do curinga*&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 51);"&gt;§Batman§ diz: &lt;/span&gt;*Batman acabava de soprar com seu brilho labial cor da pele projhetado pela hera venenosa e ele era cobaia experimental* aaafuuuuuuuuuuu.. cof cof cof.. *engasgava com a fumaça verde do gas do riso que entrava pela boca do homem morcego* GAAAAASP.. ainda prefiro são Paulo.. e logo o ruido do carro que saia levando Asa pentelho noturno para fora podia ser escutado pelo homem morcego *PEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEGA ROBIN! *E lá ia o menino prodiogio brilhar queimando a rosca emitindo raios ultra rosa nenens para o carro batman retirava do seu cinto de inutilidades o batgancho e girava.. girava..girava.. girava.. até que cansava&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;e atirava na direção do caroo* AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAI Minha unha!!!! AAAAQALFREEEEDDD. *E la vinha o velho mordomo com o esmalte e o alicate de cutícula para consertar a unha do bat poderoso chefe de uma vez* Ui.. quase arrancou um bife.. *alfred saia de cena e batman ligava os batfreios ABS das BATBOTAS LUIS XV de uma vez para parar o carro. conseguia com a ajuda dos raios ultrarosabebes do menino prodigio.. mas Asa perua noturna voava longe*&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;§Asa Noturna§ diz:&lt;/span&gt; Puta que pariu Batman, faça alguma coisa *Se balançando lá em cima, ta ver aquele raio feshiona tingir o carro. De repente sente o tranco do carro parando* Woooooooow ele se encaixou em um poste e puxou o carro *Asa noturna com seu reflexo incrivel e sua agilidade de trapezista gira o corpo no ar e lança o gancho no carro, ele quebra os vidros atrevessando o carro e prendendo atras. Asa entra com tudo la dentro, olha o CU-RINGA* Riiiiiiii filha da puta!! *começa a dar socos no risonho palhacinho e faze-lo virar de costas enquanto pega o bastão* La vaaaaaai *Fecha os olhos e chuca o bastão, ouvindo o grito agudo e desesperado do veeeelho inimigo do morceguinho*&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Robin § diz: &lt;/span&gt;*via que o super chefe bat fodão parava o bat carro e seus poderes se esgotavam caindo de joelhos no chao e falando com voz suave* Puff cansei... *colocando as mãozinhas lindas no chão para se apoiar e ficando meio que de 4 nas ruas de ghotan citi* ai to mortinha *sentava no chão olhando a cena e logo se levanta olhando para a camera e falando agora com voce máscula e com seu pentiado intocavel* E mais uma vez os bons vencem, e se voces verem, sem desmanchar o cabelo, isso por que eu usso *levantava um tubo rosa choq com o desenho de um robin se pentiando* Lake Robin winldson, para as mais perigosas aventuras, sem desmanchar o cabelo *sorria e dava um brilho no canto dos dentes e voltando a camera para os caras que se matavam* owww deuss ele está sendo piiiiiiiiiii *censurado* pela Asa perdigão notoria!!!!&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 102, 0);"&gt;A Voz do Narrador diz:&lt;/span&gt; Depois que o carro parava e o ruido da sonoplastia esquecida pelo Asa ai ai Noturna o continuista colocava as plaquinhas* PAM.. TUM.. POF.. SOC.. * Ai ai.. e mais uma vez o bem triunfou e depois que o Asa de pavão Noturna acabar de descabelar o CU-Ringa.. *faz careta* Batman e Robin, o garota prodígio voltaram &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;para o bat ninho de amor caverna.. *e os creditos começam a subir fechando a câmera no emblema do morcego de sutiam no peito de batman* - &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;ABSORVENTES HOMOSSEXUAIS CUPAX O ABSORVENTE DO HOMEM MODERNO - PAPEIS HIGIÊNICOS SOPRACU.. AGORA NOS AROMAS FLORAIS E ARCO-IRIS - SANDALINHAS BICO LARGO PARA AQUELA MENINA QUE ACHA QUE SER DOCE NÃO É A SOLUÇÃO.*&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36408646-116274569176582845?l=apenasoutrashisorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apenasoutrashisorias.blogspot.com/feeds/116274569176582845/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36408646&amp;postID=116274569176582845&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36408646/posts/default/116274569176582845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36408646/posts/default/116274569176582845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apenasoutrashisorias.blogspot.com/2006/11/e-em-uma-noite-insone-em-gotham-city.html' title='E em uma noite insone em Gotham City...'/><author><name>Malcovich, R. &amp;amp; Camplett, E.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10503236685333675800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36408646.post-116205667771616322</id><published>2006-10-28T14:29:00.000-03:00</published><updated>2006-10-30T10:37:35.580-03:00</updated><title type='text'>E Deus brinca de aeroplano...</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7176/4068/1600/Francis1.4.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7176/4068/400/Francis1.4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estava agachado sobre o peitoral da ponte que ligava Nova York a San Francisco. Os olhos de um vermelho intenso preso na imensa nuvem negra de fumaça que se erguia a alguns metros, atrás de si, o barulho ensurdecedor das buzinas do congestionamento que se formava. Algumas pessoas tão aturdidas com o que haviam acabado de ver diante de seus olhos que não prestavam atenção no garoto parado ali numa posição tão perigosa, mas para Francis era como se estivesse em uma simples e segura cadeira de balanço, a ter o corpo a ondular vez ou outra para frente ou para trás com o vento forte que vinha do norte. E os olhos não despregavam das labaredas que subiam cada vez mais alto. Quantas mortes teriam ocorrido naquele acidente? Ele não tinha idéia... E inexplicavelmente via certa beleza no chocar do metal contra o concreto, mexia-se com toda a calma do mundo para que os braços deixassem descer de si a mochila que ele trazia para frente, abrindo-a sem deixar que os olhos desviassem da imagem que ele detalhadamente focava na mente. As mãos experientes adentravam na mochila alheias aos ruídos que vinham de trás de si... Às pessoas que se amontoavam no parapeito para poder ver também a desgraça alheia, e achava graça quando isso acontecia, as pessoas estavam sempre pré-dispostas a deleitar-se em situações de horror. Fosse nos noticiários, fosse nas fofocas de janela, não importava... Tratava-se de desgraça alheia e era do interesse de todos... Equilibrou-se com calma abraçando a viga metálica ao seu lado quando levou um pequeno trombar... E então os olhos voltavam-se para o rapaz que afoito quase lhe derrubara. - Isso é lugar de ficar guri? – A voz do rapaz de físico avantajado se fazia escutar atrás dele. Mas a mesma voz morria aos lábios quando ele podia ver os olhos vermelhos do garoto e por Deus, havia algo que ele não saberia descrever naquele momento... Uma agonia... Que fez o rapaz dar alguns passos para trás e sair dali. Francês voltava a olhar para a chama que já ia alta, junto às nuvens de poeira e fumaça. Sentava-se ao parapeito, precisava de uma posição melhor que a que estava... Pelo menos para dar inicio ao rascunho que iria fazer, e as mãos livres tomavam seus papeis, a segurar o bloco e o carvão para que ele pudesse desenhar com pacifica exatidão o que seus olhos haviam presenciado. E ele desenhava o momento em que o avião chocava-se com uma das grandes torres. Ele poderia escutar os gritos de agonia de cada pessoa daquele prédio e nem mesmo sabia por quê. Ou porque conseguia sentir o cheiro do sangue aliado ao cimento, ao concreto... - Meu Deus... – uma senhora gritava a seu lado pondo as mãos sobre os lábios horrorizada com o que tinha visto, com o choque dos aviões contra o World Trade Center.- E o que Deus tem a ver com isto? – Ele murmurou num sorriso. Pq as pessoas sempre incriminavam uma força divina e talvez inexistente para toda e qualquer catástrofe que sofriam ou presenciavam? – Ah esqueci... – ele sorriu enquanto ajeitava-se para descer do peitoral da ponte guardando seu material de desenho – Ele devia estar brincando com seu aeroplano e perdeu o controle dele, então... – olhava para a mulher horrorizada com um sorriso no rosto pálido e descia do parapeito, colocando a mochila sobre as costas, meneando negativamente a cabeça. - Do que está falando, seu louco!!! Você não tem sentimentos?! Pense em quantas pessoas morreram!!!! LOUCO. Ele dava de ombros e caminhava de costas com os olhos tão frios para o rosto tão doce, fixos na mulher. - E quantas pessoas morrem todos os dias neste país? Hm? Fome, preconceito, roubo, estupro... Violência... Por que apenas aquilo – apontava o dedo para a fumaça negra – é obra de “Deus” – Fazia um sinal de aspas enquanto falava o nome do Salvador e piscava para a mulher, retirando do bolso do jeans surrado uma caixinha de chicletes e colocando no ouvido o fone do MP3 player, escutando a voz do vocalista do Silverchair cantar Israel’s Son.. - &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(204,0,0)"&gt;Hate is what I feel for you and I want you to know that I want you dead.You're late for the execution... If you're not here soon, I'll kill your friend instead.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – os lábios moviam-se num cantar silencioso entre o mascar do chiclete. - &lt;span style="COLOR: rgb(204,0,0)"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;All the pain I feelcouldn't start to heal although I would like it to…&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;os lábios se moviam graciosos acompanhando a letra da musica enquanto caminhava entre os carros, vez ou outra deslizando os dedos sobre a lataria dos modelos mais antigos, gostava dos modelos mais antigos. Seu avô dizia que tinha uma alma velha, ele sorriu ao lembrar do velho Kevin. Seguia a passos retos, sem dar importância aos acontecimentos a seu redor, queria chegar ao local das chamas, dos desastres. Só assim poderia dar cor ao desenho em carvão. Não escutava a mulher que discutia com o marido dentro do carro, ou o choro da criança ao ver a mãe receber o forte tapa no rosto dado pelo próprio pai, não via o jovem que batia a carteira de um homem que estava apoiando-se para ver a desgraça alheia e não via a própria ao ser roubado, nem os gritos que se davam em contrapartida ao tentarem correr atrás do jovem que havia assaltado a pouco e apenas tirou os ombros da frente para que o rapaz passasse por ele quando corria, os olhos ainda presos à frente, não deu atenção aos xingamentos que vinham por ele ter deixado o assaltante escapar, eram como quadros em câmera lenta. Chegava ao fim da ponte, o fim da linha, e eram mais alguns metros até os prédios que haviam sido atingidos, carros de bombeiros, ambulâncias, pessoas correndo, e ele transitava entre todos mantendo o mascar do chiclete, os dedos iam ao bolso do jeans surrado aumentando o volume das guitarras distorcidas que ouvia. Transformando as cenas que via quase em um videoclipe. Os pés o guiavam até a área interditada da policia, achava graça naquelas tirinhas amarelas que muitas vezes eram mais fortes que as maiores muralhas de concreto e parou, via uma certa beleza naquilo e nunca soube explicar porque. As pessoas sendo retiradas dos destroços logo que a segunda torre caíra. As sirenes, tudo compondo um balet mórbido que preenchia seus olhos. Retirou mais uma vez a mochila das costas respirando fundo, os olhos azuis buscaram o céu, se semi-cerrando devida a claridade que eram expostos daquela maneira e sentava-se no chão, de onde estava tinha uma visão privilegiada e não se importava com as pessoas que corriam em sua direção, passando por ele a trombar-se vez ou outra, os dedos finos e pálidos iam ao crayon para dar cor ao desenho em carvão. Datava. Nova York, 11 de Setembro, e Deus brinca de aeroplano... – Sorria, iniciando o colorir da mão que atirava um aviãozinho de papel tendo o braço encoberto por nuvens na direção das torres gêmeas. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36408646-116205667771616322?l=apenasoutrashisorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apenasoutrashisorias.blogspot.com/feeds/116205667771616322/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36408646&amp;postID=116205667771616322&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36408646/posts/default/116205667771616322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36408646/posts/default/116205667771616322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apenasoutrashisorias.blogspot.com/2006/10/e-deus-brinca-de-aeroplano.html' title='E Deus brinca de aeroplano...'/><author><name>Malcovich, R. &amp;amp; Camplett, E.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10503236685333675800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36408646.post-116145802518523999</id><published>2006-10-21T16:13:00.000-03:00</published><updated>2006-10-22T22:58:54.380-03:00</updated><title type='text'>E assim surge o (a) Desejo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7176/4068/1600/Alex.3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7176/4068/400/Alex.2.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Abria os olhos calmamente, ao sentir os finos raios de sol que entravam pelas frestas da varanda aberta. O perfume ainda misturava-se a outros cheiros. A íris de um tom de dourado sentia o dilatar da pupila para perceber melhor aquele espaço. Sentiu pela primeira vez o vento matinal e frio que tocava o corpo nú e descoberto. E então a consciência. Os olhos desceram pelo próprio corpo a deparar-se com a perna que jazia sobre a sua, num delinear suave da pele macia e pálida. Tinha ainda os cabelos negros e curtos a lhe cair em pequenas mechas repicadas sobre a face. Acompanhou as linhas que seguiam a coxa que suave repousava sobre a sua na cama de lençóis macios. Não lembrava como ou quando tinha parado ali, nem mesmo lembrava dos móveis caros que estavam ao redor no quarto. Mas o cheiro.. o cheiro doce de sexo que misturava-se ao seu próprio e inebriante perfume, isso Alex conhecia bem. Os dourados olhos puderam vislumbrar o rosto delicado da mulher deitada ao seu lado. Os cabelos aloirados que lhe caiam sobre a face adormecida, que riscavam num sem fim a boca rubra que na noite passada havia lhe enchido de beijos, caricias e promessas de um amor sem limites... Deixou-se sorrir num suave respirar, apreciando os detalhes finos do rosto daquela mulher, quase tão delicados quanto os seus próprios, os dedos finos e delicados desceram pelo próprio corpo, até tocar na mão que repousava sobre seu abdômen, uma mão diferente do corpo da mulher que descansava ao seu lado. Uma mão forte, de traços firmes e masculinos e Alex buscava pela memória o que diabos tinha feito? Virou o rosto de uma vez e pode ver o homem que dormia num sono pesado, um rosto bonito, tão bonito quanto os músculos que se desenhavam no braço estirado sobre si.. Lembrou-se da festa, lembrou-se do casal, lembrou-se da alegria das conversas do cabernet sauvignon reserva de 1943 especialíssima. E lentamente deixou o corpo esgueirava pelo colchão macio saindo-se lentamente das amarras carnais que lhe prendiam à cama, as pernas da mulher, o braço do homem. Os sons pareciam querer voltar á sua mente aos poucos e lentamente, os sorrisos, os olhares, ergueu-se da cama, caminhando com o corpo nu até a suíte, precisava de um banho.... “Pq não continuamos a festa em um lugar mais reservado?” Olhou por sobre o ombro e pode ver claramente a imagem daquele homem que dormia indefeso agora a lhe fazer um convite, ele e a esposa, aquela mesma mulher que lhe havia jurado palavras de amor... Adentrou ao box, deixando que a água morna caísse na pele alva, que molhasse os cabelos e os sorrisos eram tão claros. Lembrou que os havia desejado com tamanha fúria, que beirava o desespero, deixava as mãos passarem sobre os lábios que haviam provado tantos gostos na noite anterior. Desespero.. sim.. os queria com ansiedade quase mórbida... e os teve, a ambos e de uma vez...estendia a mão para pegar a toalha e enxugar o corpo calmamente diante do espelho. E os movimentos de secar os cabelos iam cessando pouco a pouco. Os traços que se misturavam numa harmonia sem igual, masculinos, femininos, haveria então uma definição para o que era? Não gostava de se olhar no espelho e pq não? Era como se pudesse ver a si mesmo de uma forma retorcida.. e não..Alex preferia as coisas belas da vida.... como aquele casal que estava deitado na cama, lindos, jovens e nus. Desviou os olhos dourados do espelho buscando as roupas pelo quarto, ainda a trocar-se sem fazer grande alarde, diminuindo os passos e os movimentos ao escutar um reclamar em som de gemidos que provinham dos lábios da mulher, talvez estivesse a sentir a falta da perna quente que a aquecera. Não importava. Vestia a calça jeans escura, a camiseta básica, negra e a jaqueta de couro que caia por sobre os ombros, enquanto sacodia os cabelos que molhados pareciam ainda mais repicados... buscou pelo quarto algum papel que pudesse deixar algo escrito enquanto ligava a TV de plasma num volume ínfimo, a tempo de ver o noticiário da TV.. a jornalista dizia algo sobre as torres gêmeas mas Alex não dava muita importância. Ainda tinha algumas fotografias para revelar em seu studio. Deixava algumas linhas escritas no papel. “Aos meus desejos secretos, obrigado pela entorpecente noite em seus lábios. Espero que me guardem em seus mais doces sonhos.  Alex. – 11/09” E deixava o pequeno papel ao lado da cabeceira da cama.  E saia da cobertura, a passos calmos, deixando que os dedos desligassem o botão da TV antes que pudesse escutar o final da noticia que divulgava quantos corpos já tinham sido encontrados nos escombros.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36408646-116145802518523999?l=apenasoutrashisorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apenasoutrashisorias.blogspot.com/feeds/116145802518523999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36408646&amp;postID=116145802518523999&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36408646/posts/default/116145802518523999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36408646/posts/default/116145802518523999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apenasoutrashisorias.blogspot.com/2006/10/e-assim-surge-o-desejo.html' title='E assim surge o (a) Desejo'/><author><name>Malcovich, R. &amp;amp; Camplett, E.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10503236685333675800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry></feed>
