Prólogo

Nome: São tantos nomes, tantos rostos. Por hora basta que me chame de Sandman se te faz feliz

Local: Aqui, alí, acolá, onde a próxima página em branco se abrir

O que amo: Contos, RPG,
Musica, Livros, Poesias,
Filmes, beijos

O que odeio: Palavra forte demais
O que não tolero: falsidade, hipocrisia,
pergunta idiota, gente futil.

Minhas Metas: Ser feliz
não importa onde

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4:13 PM
 

E assim surge o (a) Desejo



Abria os olhos calmamente, ao sentir os finos raios de sol que entravam pelas frestas da varanda aberta. O perfume ainda misturava-se a outros cheiros. A íris de um tom de dourado sentia o dilatar da pupila para perceber melhor aquele espaço. Sentiu pela primeira vez o vento matinal e frio que tocava o corpo nú e descoberto. E então a consciência. Os olhos desceram pelo próprio corpo a deparar-se com a perna que jazia sobre a sua, num delinear suave da pele macia e pálida. Tinha ainda os cabelos negros e curtos a lhe cair em pequenas mechas repicadas sobre a face. Acompanhou as linhas que seguiam a coxa que suave repousava sobre a sua na cama de lençóis macios. Não lembrava como ou quando tinha parado ali, nem mesmo lembrava dos móveis caros que estavam ao redor no quarto. Mas o cheiro.. o cheiro doce de sexo que misturava-se ao seu próprio e inebriante perfume, isso Alex conhecia bem. Os dourados olhos puderam vislumbrar o rosto delicado da mulher deitada ao seu lado. Os cabelos aloirados que lhe caiam sobre a face adormecida, que riscavam num sem fim a boca rubra que na noite passada havia lhe enchido de beijos, caricias e promessas de um amor sem limites... Deixou-se sorrir num suave respirar, apreciando os detalhes finos do rosto daquela mulher, quase tão delicados quanto os seus próprios, os dedos finos e delicados desceram pelo próprio corpo, até tocar na mão que repousava sobre seu abdômen, uma mão diferente do corpo da mulher que descansava ao seu lado. Uma mão forte, de traços firmes e masculinos e Alex buscava pela memória o que diabos tinha feito? Virou o rosto de uma vez e pode ver o homem que dormia num sono pesado, um rosto bonito, tão bonito quanto os músculos que se desenhavam no braço estirado sobre si.. Lembrou-se da festa, lembrou-se do casal, lembrou-se da alegria das conversas do cabernet sauvignon reserva de 1943 especialíssima. E lentamente deixou o corpo esgueirava pelo colchão macio saindo-se lentamente das amarras carnais que lhe prendiam à cama, as pernas da mulher, o braço do homem. Os sons pareciam querer voltar á sua mente aos poucos e lentamente, os sorrisos, os olhares, ergueu-se da cama, caminhando com o corpo nu até a suíte, precisava de um banho.... “Pq não continuamos a festa em um lugar mais reservado?” Olhou por sobre o ombro e pode ver claramente a imagem daquele homem que dormia indefeso agora a lhe fazer um convite, ele e a esposa, aquela mesma mulher que lhe havia jurado palavras de amor... Adentrou ao box, deixando que a água morna caísse na pele alva, que molhasse os cabelos e os sorrisos eram tão claros. Lembrou que os havia desejado com tamanha fúria, que beirava o desespero, deixava as mãos passarem sobre os lábios que haviam provado tantos gostos na noite anterior. Desespero.. sim.. os queria com ansiedade quase mórbida... e os teve, a ambos e de uma vez...estendia a mão para pegar a toalha e enxugar o corpo calmamente diante do espelho. E os movimentos de secar os cabelos iam cessando pouco a pouco. Os traços que se misturavam numa harmonia sem igual, masculinos, femininos, haveria então uma definição para o que era? Não gostava de se olhar no espelho e pq não? Era como se pudesse ver a si mesmo de uma forma retorcida.. e não..Alex preferia as coisas belas da vida.... como aquele casal que estava deitado na cama, lindos, jovens e nus. Desviou os olhos dourados do espelho buscando as roupas pelo quarto, ainda a trocar-se sem fazer grande alarde, diminuindo os passos e os movimentos ao escutar um reclamar em som de gemidos que provinham dos lábios da mulher, talvez estivesse a sentir a falta da perna quente que a aquecera. Não importava. Vestia a calça jeans escura, a camiseta básica, negra e a jaqueta de couro que caia por sobre os ombros, enquanto sacodia os cabelos que molhados pareciam ainda mais repicados... buscou pelo quarto algum papel que pudesse deixar algo escrito enquanto ligava a TV de plasma num volume ínfimo, a tempo de ver o noticiário da TV.. a jornalista dizia algo sobre as torres gêmeas mas Alex não dava muita importância. Ainda tinha algumas fotografias para revelar em seu studio. Deixava algumas linhas escritas no papel. “Aos meus desejos secretos, obrigado pela entorpecente noite em seus lábios. Espero que me guardem em seus mais doces sonhos. Alex. – 11/09” E deixava o pequeno papel ao lado da cabeceira da cama. E saia da cobertura, a passos calmos, deixando que os dedos desligassem o botão da TV antes que pudesse escutar o final da noticia que divulgava quantos corpos já tinham sido encontrados nos escombros.


Rabiscado por Sandman

5 :... Encontre a si mesmo ...: